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Sinto muito, mas eu não faço esse tipo de garota

Posso apostar que você passou dias com o celular na mão esperando que eu te mandasse mensagens desesperadas dizendo que estava sentindo a sua falta ou que fizesse ligações embriagadas depois de me dar conta de que o que eu queria não estava na balada. Cê achou que eu choraria até secar em cima da camiseta velha que você deixou no meu guarda-roupa e que escreveria textos e mais texto sobre como ficou difícil continuar sem você. Cê achou que eu dispararia indiretas em todas as minhas redes sociais e que perguntaria sobre como ficou sua vida sem mim para todos os nossos amigos em comum. Achou que eu não ia conseguir seguir em frente, pelo menos não tão rápido, e que seu nome continuaria sendo meu assunto favorito por muito tempo. Você é previsível demais, moreno. Mas, infelizmente, eu não sou esse tipo de garota que morre por causa de um amor.

Acho graça em saber que você já tinha um discurso na ponta da língua pra me falar quando eu começasse a te chamar sem parar pra tentar recomeçar a nossa história, uma pena que eu não te procurei nenhuma vez desde o dia em que você decidiu sair de dentro mim. Acho graça na sua segurança em acreditar tão cegamente que seria muito pior pr’eu te superar, do que seria pra você me esquecer. E acho graça em saber que você se decepcionou depois que disse pra todo mundo que eu tinha ficado muito mal e então começaram a te contar que eu, na verdade, estava bem melhor do que você. Acho graça porque você sempre teve o ego tão grande e tão inflado que nem se deu conta de que talvez eu percebesse que você ter ido embora tinha sido a melhor coisa pra mim. Acho graça porque cê sempre foi tão confiante que sequer cogitou a possibilidade do meu amor também não existir mais. E de que eu fosse me dar conta disso quando a sua falta não fizesse tanta falta.

Claro que nos primeiros dias não foi tão fácil. Nunca é. Você estava presente na minha rotina. Eu senti o coração apertar quando acordei sem as suas mensagens de bom dia, foi estranho deitar no travesseiro na cama sem te desejar bons sonhos, deixei umas lágrimas rolarem ouvindo algumas músicas nossas enquanto guardava nossas fotos. Revi o passado uma porção de vezes e senti raiva por ter me permitido ficar tão apaixonada por alguém como você, por ter deixado meu amor próprio de lado tantas vezes pra não ter que cair fora de nós e por ter insistido tanto em tão pouco. Quando você caiu fora e disse que o problema não era eu, mas você, me fez começar a pensar em tudo que tinha acontecido entre nós e acabou que eu cheguei a conclusão de que você estava certo. O problema nunca foi eu. Por isso, mesmo nas noites em que bateu saudade, eu preferi ser forte e continuar seguindo em frente sem olhar pra trás.

Não precisei postar diversas fotos mostrando que eu estava curtindo em festas pra provar que eu estava bem. Nem sair igual louca confirmando todos os eventos da cidade numa tentativa patética de provar que eu tinha te esquecido. Diferente de você, eu não tentei esfregar na cara de todo mundo que eu já tinha superado a nossa história. Pelo contrário, fiquei quietinha analisando tudo o que tinha acontecido, me recuperando dos últimos meses, cuidando de mim, me reencontrando, aproveitando a minha nova fase, analisando meus próximos passos, namorando a minha solteirice. Aproveitei este tempo pra me dar um tempo de ser feliz comigo mesma. E eu fui. Fui tão feliz que descobri que não estava me faltando nada. Nem mesmo você.
Sinto muito, mas eu não faço esse tipo de garota Sinto muito, mas eu não faço esse tipo de garota Reviewed by Gabriela Freitas on 02:00 Rating: 5

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