Nova Perspectiva

27 de novembro de 2018

Sobre aprender a respeitar o tempo de tudo dar certo

Tem dias em que um nó se forma bem no meio da minha garganta e eu sinto que vou parar de respirar à qualquer segundo. É aterrorizante! Meu coração acelera, o corpo treme e a única vontade que sinto é de desaparecer. Nessas horas, quero gritar e chorar até pegar no sono e não acordar tão cedo. É um misto de desespero, ansiedade e medo. É um conjunto de sentimentos ruins que tentam me convencer de que é melhor desistir de tudo e aceitar que os meus sonhos não foram feitos pra mim. Nada de bom foi feito pra mim. É um desejo agonizante de deixar tudo pra lá e seguir um caminho mais óbvio e cômodo, como as pessoas me dizem pra fazer. Mas engulo o choro. Seguro o grito. E falo ainda mais alto que as vozes que vociferam coisas ruins na minha cabeça: você ainda vai vencer!

Não sei porquê as coisas estão demorando para acontecer. Não sei porquê o mundo parece jogar contra tudo o que eu quero. Não sei porquê tem tantas pedras e tantos buracos no meu caminho. Não se porquê é tão cansativo “chegar lá”. Não sei porquê eu me sinto tão sozinha. E tenho tanto medo. Não sei porquê pra fulano foi tão fácil. Não sei porquê pra ciclano foi tão rápido. Não sei porquê beltrano, que nem se esforçou tanto, já conquistou tudo. Mas eu sei que eu vou conseguir. Mesmo que pra isso eu precise brigar contra eu mesma. Mesmo que pra isso eu precise vencer todos os obstáculos que surgirem em minha frente. Mesmo que eu tenha que começar de novo e de novo e de novo por mais de trinta vezes. Mesmo que eu fique sem força, sem vontade e esperança. Mesmo que eu não entenda os planos de Deus. Mesmo que eu não ache justo. Mesmo que eu não concorde. No fim, eu sei, vai valer a pena.

Tem dias em que eu acho que vou parar de respirar. E penso que, talvez, fosse melhor assim. Mas respiro fundo e conto até dez. Peço força pra Ele, que mesmo quando eu acho que to sozinha, não me abandona. E recupero o meu ar. Então eu sei que lá de cima Ele se orgulha. Eu sou forte. E pessoas fortes não param no meio do caminho. Eu desmorono, sim. Eu choro também. Muito! Eu desisto. Eu brigo com Deus. Eu me revolto. Eu caio e juro que não vou mais levantar. Eu tropeço em diversas pedras. E me machuco um bocado nessas armadilhas que a vida me prega. Mas eu me reergo. Eu me recupero. Eu levanto. E recomeço. Mancando ou não. Chorando ou não. Sangrando ou não. Porque eu sei que posso e vou dar conta. Cada dia ruim, é menos um dia pr’eu “chegar lá”. E eu sei que estou cada vez mais perto. E que quando eu chegar, vou olhar pra trás, sorrir, lembrar de cada dificuldade, de cada vitória, de cada lágrima, e ter certeza que tudo valeu à pena. Não seria tão bom, se não tivesse sido tão ruim.

Por algum motivo, que talvez a gente nunca saiba explicar, algumas pessoas precisam vencer mais batalhas do que outras, andar um caminho muito maior, saltar bem mais buracos e levantar inúmeras mais vezes. Mas nada é à toa! Entende? Deus sabe de tudo. E Ele sabe o que somos capazes de enfrentar. Ninguém carrega uma cruz maior do que aquilo que aguenta. Então eu preciso aguentar a minha. Teu sonho tá perto. O meu também. Mais do que imaginamos. Só não podemos deixar de acreditar nem um segundo nisso. A gente esquece que tudo na vida tem um tempo pra acontecer. E que não somos nós quem comanda este tempo. Nossa missão é simplesmente não desistir na metade dele. Tudo ainda vai dar certo!

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.