Nova Perspectiva

6 de fevereiro de 2018

Ela cuidou tanto dele mas esqueceu de se cuidar

Se aquilo que ela sentia por ele não fosse amor, eu mesmo não saberia explicar. Ela amava tanto aquele cara e fazia de tudo para agradá-lo que, a única pessoa que não reconhecia todo esse valor, era ele.

Até as amigas dela falavam que ali não era uma boa peça pra encaixar na vida, que não era um bom sapato para calçar e que, já conhecendo o cara, não valia tanto esforço e dedicação assim. Mas, cá entre nós, como ela vai conseguir controlar a mente sendo que - quem mais alto fala - é o coração? Quem gosta de verdade faz essas coisas mesmo; não entende o que as amigas e os familiares falam. 

Quem se apaixona fica surda pra vida e cega para o amor. E foi o que aconteceu; só enxergou uma pessoa na sua frente e começou viver a vida só para ele. Se distanciou até de amigos chegados, de familiares queridos e, por gostar tanto, até deixou de fazer o que adorava só para agradá-lo. Deixou de conhecer pessoas incríveis; lugares incríveis e passou a viver sendo proibida de fazer muitas coisas.

Tudo bem, tá certa! Quando a gente acha que a pessoa merece, a gente faz isso tudo mesmo. Vive um mundo só. Se tranca. Bota um cadeado em tudo e deixa a chave na mão da pessoa. Mas, por descuido, a casa caiu. Ela descobriu tantas coisas que até agora não consegue acreditar. Foi enrolada, enganada e feita de segundo plano por muito tempo. 

Não foi um dia, uma semana ou um mês; foram anos de dedicação e vivendo só para ele, pra chegar um bendito dia e ele falar que não quer mais - abandonando o barco, tirando o coração de jogo - e, na cara de pau, indo viver com outra pessoa como se fosse algo normal.

Acabou com tudo e até com a esperança dela de ser feliz em vida amando alguém. Mas disso tudo ela sabe; Ela foi Ela; verdadeira e inteira. Isso que importa. Mas uma grande e triste realidade; ela cuidou tanto dele que esqueceu de se cuidar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.