Nova Perspectiva

20 de janeiro de 2018

O amor é um texto


Ouvi dizer que alguns poetas da nossa geração, músicos, pensadores, escritores, leitores, não diferenciam seus títulos de amor. Não postam sobre a morte, a distancia, a perda e a tal “platonice”. Ouvi dizer que esses poetas não sabem inovar, que eles não sabem diferenciar. Só sabem falar de amor. Não falam sobre o mundo, sobre a solidão, sobre a tristeza. 

Ouvi dizer que eles não sabem de nada… 

Mas, pera ai, tudo isso também não retrata o amor?

O meu tipo de amor sempre será aquele que gera esperança, que causa frio, calafrios, desejo, romance e um beijo sincero. Daqueles que vemos em filmes e que toda garota por si quase boba se derrete com o final. 

Não que eu ou você sejamos bobas, mas fomos induzidas pela mídia televisiva, e textos românticos de Shakespeare que o amor é aquele que traz uma perda. Uma corrida. Uma tristeza. Gerando assim um principio de começo. Só que esse, feliz. Estou longe de acreditar em caras perfeitos, claro. Só consigo me lembrar de uma vez quando criança, me induzindo ao futuro de que mesmo estando fisicamente mal ou sentimentalmente desesperançosa, o meu cara perfeito chegaria propondo um casamento. 

Não foi preciso muitas perdas para ficar com um pé atrás no amor. Hoje, depois de míseros cinco romances e vários livros modernos penso que, o cara certo - ou o cara errado que nos faz ser certa - existe. Mas isso só será verdade depois que sua cabeça mudar e seus pensamentos se manterem flexíveis as suas ideias. O amor, meus caros, é um texto infinito de descobertas, mas as pessoas estão tão cansadas de ler que se perdem nos parágrafos. A perda, a distancia, ou a morte descoberta gira em torno da única palavra imposta no inicio do texto. 

No próximo texto posso estar falando do cachorro que acabara de morrer, do ídolo que mal me conhece ou da minha mãe que está em viajem. Mas isso ainda será amor. Falar de uma coisa só não me cai bem e dizer que tentarei me diferenciar na escrita seria uma caída intensa demais. Meu objetivo ainda é (e sempre será) deixar vocês com sorrisos bobos e pensamentos inquietantes a cada termino de um texto. 

Assim como este.


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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.