Nova Perspectiva

26 de dezembro de 2017

Ela fez uma grande faxina no coração.

Foi aos poucos que ela foi se livrando daquilo que não fazia bem. Começou a selecionar quem realmente poderia considerar-se da família, para ser amigo e para virar amor. Fez uma faxina completa no coração e, devagarinho, o coração foi voltando a sorrir feliz, leve, sereno e bonito.

Tirou tudo aquilo que era de ruim. Jogou fora. Pra bem longe. Se distanciou de quem não devia nem ficar por perto. Abraçou aquilo que só lhe fazia bem. Voltou a fazer suas atividades favoritas, a frequentar o seus lugares prediletos, a ter uma vida saudável, corrida, produtiva, amável. Às vezes a gente se livra de algo achando que vai nos atrasar, mas é aí que acaba nos empurrando pra frente nos deixando mais leve ainda. Tem pessoas que são pesadas quando ficam, e, quando vão embora, faz o coração ficar bem mais leve.

E ela seguiu a vida assim: decidida, feliz e satisfeita. Tirou um peso desnecessário que, há tempos, carregava dentro dele. Foi difícil para ela tomar essa decisão, mas era o que tinha pra se fazer. Tem decisões que, por mais que a gente não queira, tem que tomar. Se tá te fazendo mal, dispensa. Se tá fazendo bem, abraça. Se te dá dor de cabeça, se livra. Se faz o coração pulsar feliz, não solta nunca. Chega uma fase na vida que a gente começa a selecionar pessoas para carregar na vida. Não é egoísmo não. É maturidade

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.