Nova Perspectiva

10 de outubro de 2017

Eu ainda não me acostumei com o nosso fim

De vez em quando eu me pego olhando as suas redes sociais, tentando descobrir para quais lugares você tem ido, com quem é que você está saindo, se as coisas já melhoraram por aí desde que a gente acabou. Por aqui tudo vai indo, uns dias são ótimos, outros nem tanto. Tenho descoberto que recomeçar é meio como aprender a andar, a gente dá um passo, depois tropeça na própria perna e cai dois, aí anda mais três e assim vai seguindo. Eu ainda tô tentando aprender.

Confesso que eu sinto mais sua falta do que eu achei que fosse sentir. Sinto falta de te ligar quando alguma coisa acontece, de ser a primeira a saber das suas novidades, de te escutar contar todo empolgado como é que foi seu dia e de ouvir o seu “eu te amo” antes de dormir. O fim é muito mais complicado do que eu imaginei que seria. E isso tudo é um pouco confuso pra mim. A gente acha que vai sofrer por uns dias e depois acordar morrendo de vontade de cair na farra e beijar um monte de boca, mas dar adeus pra uma história é foda. Dói. Queima. Arde. E demora pra passar.
As vezes eu faço o caminho da sua casa e na metade eu me lembro que você não está mais me esperando, aí eu choro sozinha enquanto dou meia volta e tento me acostumar com a ideia de que a gente não existe mais. E isso não tem nada a ver com ainda sentir algo, é sobre ter sentido muito e não saber lidar com o vazio que fica quando o amor vai embora. Afinal, o que é que a gente pode fazer depois do fim? Eu ainda to tentando descobrir. E é estranho não poder te dizer que isso é uma droga, que as coisas não estão acontecendo como eu queria e que eu sinto falta de ter você aqui.

Eu sinto falta das nossas risadas, das nossas brincadeiras e do jeito que você me olhava. E não! Isso não é sobre querer a gente de volta, porque eu não te quero. Não quero mais uma chance pra nós. Não quero a nossa história. Não quero. O nosso amor acabou, foi lindo enquanto durou, mas ele não existe mais. Tentamos de tudo pra ficar juntos, mas não deu. E tá tudo bem, eu entendo, e espero que você encontre alguém que te faça feliz e que eu esbarre com o cara que vai deixar meu coração ardendo em chamas. A gente merece viver o nosso “felizes para sempre”, mesmo que não seja um com o outro.

Isso é só sobre não ainda não ter me acostumado com o nosso fim. E não saber como é que eu faço pra me acostumar com ele. Você sabe?

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.