nome blog

17 de agosto de 2017

Deixa a gente pra outra hora

Talvez numa outra hora a gente possa dar certo. Estou uma bagunça agora, não consigo controlar minhas emoções, minha casa não está pronta para receber visitas, preciso arrumar essa bagunça aqui primeiro e preciso fazer isso sozinha. Veja bem, eu sei que é um tanto quanto clichê aquela frase que diz: “O problema não é você sou eu”, mas vou precisar emprestar o clichê e usa-lo, pois você não é problema mesmo, você seria solução, mas não no momento que me encontro. Esse é o meu momento, o momento de colocar minhas ideias no lugar, ouvir músicas bregas no fone de ouvido enquanto malho na academia, assistir um filme francês no sábado a noite vestida com meu pijama mais confortável e pantufas, criar coragem para visitar aquela amiga que mora em outro Estado, de me encontrar no meu interior. Esse é o meu momento de sentir ao extremo o tudo e o nada.

Eu já me permiti amar demais, já permiti que muita gente levasse um pedacinho do meu coração, que muitos roubassem a cena que era minha, que me mostrassem o que era felicidade para depois ver o destino brincar comigo dizendo: então, mas ainda não é a sua vez de ser feliz. Agora preciso curar a parte que sobrou do meu coração, permitir que ele sinta de vez em quando o que é não sentir nada, é complicado de entender, mas é que eu sempre fui alguém que pendurava as emoções no varal, que emoldurava os sentimentos num quadro e deixava lá na estante, acontece que foram quadros em cima de quadros e está tudo uma poeira só. Por isso eu preciso arrumar essa bagunça.

E quanto a nós, eu espero de todo o coração que um dia possamos ser nós, eu espero conseguir achar uma maneira rápido de arrumar tudo, para dar a você o amor e o espaço no meu coração que você merece, eu espero mesmo conseguir aquietar todo esse barulho que está fazendo aqui dentro e me sentir plenamente segura no seu peito. Eu espero que você também espere, mas vou entender se não puder. Vou entender se no meio dessa multidão você acabe encontrando um sorriso novo, um olhar convidativo e vou torcer para que esse amor que chame a sua atenção saiba a sorte que tem em poder te abrigar no peito.

Eu sei que o tempo pode nos afastar e que corremos o risco de perder um amor gigante por estarmos pequenos demais para vivê-lo agora. Só quero que entenda que jamais fecharei a porta, mas por hora tirei o tapete de “bem-vindo”, pois não há ninguém para recebê-lo, a casa não tem espaço para abrigar visitas. Até lá, eu ficarei torcendo para que enquanto não pudermos ser nós, que a gente continue só, até que chegue para os dois a hora de finalmente nos tornarmos nós.

1 comente aqui:

"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.