Nova Perspectiva

1 de julho de 2017

A saudade chega, mas você não vem

Hoje eu acordei me perguntando o que aconteceu com a gente.

Passei pelo restaurante que você costumava me levar. Me sentei do outro lado da rua e fiquei observando um lindo casal que estava sentado na mesa em que costumávamos sentar. Eles se pareciam muito conosco. Dois jovens despreocupados, olhando intensamente um para o outro enquanto conversavam sobre algo - provavelmente contavam histórias aleatórias - enquanto riam muito. Eles pareciam se divertir tanto... A gente costumava se divertir assim.


Me peguei pensando em como você me fazia rir das coisas mais bobas possíveis. Até o seu sorriso me fazia sorrir. Me peguei pensando em todas as noites que eramos nós dois naquela mesa, comemorando qualquer coisa só pelo simples fato de amar o restaurante. Em como suas piadas - que eram péssimas - me arrancavam gargalhadas só porque eram contadas por você. Em como eramos felizes juntos. Em como um sempre fez de tudo para cuidar do outro. Em como eramos companheiros e sempre tão unidos. Em como eramos o encaixe perfeito. E a pergunta ecoava em meio aos pensamentos, cada vez mais frequente... Por que agora, depois de tanto tempo, você resolveu aparecer outra vez na minha cabeça?

Peguei o celular na intenção de ligar para você. O medo tomou conta por mais que eu tentasse lutar contra ele. Quando abri seu contato, vi você online e comecei a digitar tudo o que estava entalado na minha garganta desde o último adeus. Foram tantas palavras tiradas de mim junto com às lágrimas do medo por não saber como você iria reagir, que me perdi nos meus próprios pensamentos e apaguei tudo. Apaguei tudo porque fazem meses que você se foi e não me procurou mais. Por que você nunca me procurou? Será que foi tão fácil assim para você conseguir me esquecer?

O tempo parecia passar mais rápido. E, no caminho para casa, passei pelo parque em que costumávamos ir. Neste momento eu apenas sorri. É engraçado o jeito que nosso cérebro e nosso coração trabalham juntos quando estamos com saudade de alguém. A dor no peito e as memórias que não cansam de aparecer nos pensamentos. Memórias que, muitas vezes, estão enterradas tão fundo que são inesperadas. Um verdadeiro turbilhão de emoções boas e ruins. A saudade de você é uma tortura. E, de alguma forma, meu coração sempre estará ligado ao seu.

Agora? Agora são 4 horas da manhã.

Chega o sono, o choro, o soluço em meio às lágrimas, as lembranças, a dor forte no peito, as dúvidas...

Até a saudade chega, mas você não vem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.