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2 de maio de 2017

Precisamos falar sobre o ego

Já parou para contar quantas pessoas você conhece que possuem o ego inflado? Ou, até mesmo, já parou para pensar quantas vezes você mesmo fica com o ego gigante? Diversas, não é?

Primeiramente, vamos esclarecer que o ego ao qual me refiro neste texto é o ego do egocentrismo. O lado negro da coisa toda. Convenhamos, massagem no ego é sempre bem vinda. Aquele elogio que a gente não espera, uma roupa que voltou a servir, o cabelo que acorda num bom dia... Tudo massageia nosso ego. Mas é preciso ter um cuidado imenso para não deixar que um ego grande demais te domine.


Escrevi uma vez que há um hiato considerável entre ego e amor-próprio. As pessoas tendenciam a confundir as duas coisas e cansei de ouvir chatos egocêntricos que justificam suas atitudes com "auto-amor". Calma, não me crucifiquem! É lindo demais se amar. É lindo estar bem consigo, se entender e se saber ouvir. Se permitir sem rótulos. Mas isso não dá o direito de desrespeitar ao próximo, tampouco o direito de julgar que a sua opinião é a única verdadeira do mundo e que todas as pessoas são burras porque não pensam da mesma forma.

É uma linha tênue que separa o amor do egocentrismo tresloucado. A pessoa se ama a tal ponto de achar que o mungo gira em torno do próprio umbigo e que to-das-as-pes-so-as devem girar também.

Oi?

É como digo (sempre!): sejem menas. Se amem, mas não se idolatrem. Yes!, tem uma diferença GRITANTE entre amar e idolatrar, porque quando um ser/objeto é idolatrado, propiciamos a botá-lo num pedestal inalcançável, como se ele/isso fosse dono do mundo e da verdade.

STOP!

Vamos fazer uma autoanálise? Eu proponho um momento de meditação. O olhar para dentro de si. Sim, meus caros, antes de sairmos apontando dedos para os egocêntricos que esbarramos todos os dias, vamos aprender a apontar o dedo para nós mesmos. Quão egoísta e egocêntrica é uma pessoa que não sabe enxergar os próprios defeitos? Pois é, não sejam estas pessoas, por favor!

Aprendi a dosar meu amor-próprio por dois motivos: primeiro, tinha amor de menos — eu não aceitava elogios. Segundo, porque odeio pessoas de ego cheio. Então, procuro ter uma dose saudável de ego/amor-próprio e cuido demais para não fazer o mundo girar em torno de mim (por mais que eu seja incrível de vez em quando).

Tente ver se você não é uma dessas pessoas que você odeia e reclama aos quatro ventos, xinga no twitter e solta indireta no Facebook. Já parou para pensar que muitas pessoas, às vezes, pensam que a indireta que você escreve serviria para ti mesmo? Se autoavalie, meu bem. Veja se você não está afastando as pessoas e ficando cada vez mais sozinha.

"Mafê, esse é meu jeito. Quem tá comigo, tá comigo e foda-se." Será mesmo? Ter o mundo girando em volta do próprio umbigo é 'estilo de vida'?

Precisamos, urgentemente, falar sobre o ego. Ele é o principal autoflagelo que temos e a maior armadura que usamos. É quase um suicídio lento. Pouco a pouco o ego vai tomando tanto espaço que não sobra lugar para mais ninguém

(Pra mim, inclusive)

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.