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4 de maio de 2017

Não adianta lembrar de mim agora, porque eu já te esqueci

Talvez você não saiba, mas eu continuei perguntando sobre você por algum tempo depois que nós terminamos. Eu queria saber como é que você estava, como a sua vida andava e se você já tinha encontrado um outro alguém pra colocar no meu lugar... Talvez ninguém tenha te contado, mas por certo tempo eu ainda me importei em saber dos seus dias, dos seus projetos, do seu coração. Sei lá, eu não entendia como as coisas pra você podiam estar tão fáceis, pra mim tava tudo meio merda, meio sem graça. e você parecia tão feliz... curtindo a vida como se nada nunca tivesse existido antes. Era festa todo final de semana, bebida, balada, mulheres. Eu via as suas fotos, suas postagens, seus eventos confirmados e depois ouvia os outros comentarem de como estava tudo indo bem por ai. Aquilo me matava! Como é que podia, depois de todo aquele tempo, você simplesmente seguir em frente? Sem sofrer nem um pouquinho?

Eu me enganava tentando me convencer de que toda essa sua indiferença era só disfarce, pose, porque você não queria dar o braço a torcer e admitir que sentia minha falta. Eu dizia pra mim que no fundo cê ainda chorava olhando as nossas fotos quando ninguém estava vendo, igual eu fazia. Mas não! Você realmente não sentia a minha falta, não sentia saudade das nossas promessas, dos nossos planos, da gente. Eu te enviei centenas de mensagens que você sequer se deu ao trabalho de responder, tentei te ligar uma penca de madrugadas e nem bêbada eu estava pra poder usar de desculpa. Pelo menos não em todas. Mas nenhuma foi atendida. Nunca. A sua indiferença doeu mais que o nosso fim. E foi difícil acreditar que era verdade. Logo você, o meu príncipe encantado, o cara perfeito que eu elogiava pras minhas amigas e meus pais adoravam. Logo você que ia casar comigo e ter dois filhos. Logo você que prometia ser pra sempre, resolveu me apagar antes deu fechar a porta. Foi foda viver isso, foi foda superar o vazio que ficou. Mas cada decepção que cê ia me causando, me ajudava a te esquecer.

Pouco a pouco eu fui conseguindo tirar você de mim, fui te abandonando pelos lugares e quando me dei conta já não havia mais nada seu aqui dentro. Eu tava vazia e fui me preenchendo sozinha com o amor que você nunca foi capaz de me dar. Fui me amando, sabe? E descobri que dava pra ser muito feliz longe de você. E eu fui. Foi nesse momento que cê sentiu minha falta. A vida é irônica, né!? Cê teve todo aquele tempo pra me ligar, pra me atender, pra responder minhas mensagens, pra falar que também sentia a minha falta, mas tava ocupado demais conhecendo uma porrada de garotas novas enquanto eu torcia pra você lembrar que a gente se amava. Mas você não lembrou. Aí eu precisei cair fora, sabe? Não dava preu ficar esperando se dar conta de que eu não ia te esperar pra sempre. Até tentei me convencer de que logo tudo voltaria ao normal, mas você não voltou e eu perdi as esperanças.

Eu quis te ter de volta sim. Quis muito! Quis que a gente fosse de novo aquele casal apaixonado que falava do futuro sem medo de se entregar um pro outro. Eu quis que você cansasse de correr de braço em braço e percebesse que só os meus te abrigam direito, porque eu não queria me abrigar em nenhum outro lugar que não fossem os teus braços. E eu quis muito que você me quisesse também. Mas você não quis. Você não quis nada disso. E eu passei a me querer. Então não! Não adianta vir agora com esse papo de que lembrou de mim e sentiu a minha falta. Eu também já senti muito a sua, mas te esqueci. Fica tranquilo, logo cê esquece também. Mas antes, espero que você sofra com o meu pouco caso só um pouquinho daquilo que eu sofri com o seu.

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.