nome blog

25 de abril de 2017

Onde foi que me perdi?

Eu vejo as letras salvas numas mensagens tão antigas e deixo as palavras me inundarem inteira. Achei que havia perdido tudo de bonito que fora escrito, tudo de bonito que fora dito, tudo de simples que fora contado e me vi, não só recordando, como sabendo o tom, o toque, o cheiro, a cor — que jurava ter deixado escapar também. Tava tudo ali, salvo com datas antigas, impregnados de querer bem, de palavras sinceras e – pudera! – tão doloridas. Não que fossem. Mas que são. E, perdida naquelas linhas, encontrei um “meu eu” tão cheio de audácia, de ousadia e diferente que me peguei perguntando onde é que foi que me perdi e, tanto pensar, concluo que não sou eu quem me acomodo e te saliento que nunca gostei – agora sei – de comodismo.

As pessoas que se acomodam e me anulam, o mundo é que se transforma em rotina e estou fadada à me embriagar dela, pois não tem viva alma em volta capaz de sacudir a poeira e ir por caminhos contrários. E eu não vou percorrer tais caminhos sozinha, porque é sempre bom uma (boa) dose de companhia. Sei lá. Deixo ir segundo a maré, mesmo não gostando da velocidade que a maré me leva – nem aonde ela vai me largar... Não que seja de todo ruim o ritmo, o balanço. Não é. Mas é raso demais, fraco demais. Acalma, mas enjoa. Torna-se cansativo e monótono ver a mesma rotina por todo lugar, saber das reações – prever as reações.

Eu queria mais e senti saudade minha, de quem eu sei que poderia ser se não fosse todo esse marasmo. “Sacode”, irias me dizer. “muda, age, fale”. Eu sei que vai parecer mesquinharia o que eu vou te responder e não que eu espere tudo em troca sempre, mas é que fazer sozinha cansa. Remar sozinha cansa. Ok, ok. Sei que tenho – devo – fazer minha parte, mas pra quê? Pra continuar tudo como sempre é? Melhor não. Vou sendo assim, como a rotina quer, tentando me encaixar de alguma maneira. Se der certo, ótimo. Se não der.... vou continuar a esperar?

0 comente aqui:

Postar um comentário

"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.