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20 de abril de 2017

Não quero nunca esquecer que você é a minha sorte, não esqueça que eu também sou a sua

Tem dias que a rotina pesa, é o trabalho e a faculdade que ocupam muito tempo, é o trânsito insuportável e o ônibus lotado de gente mau humorada, são as horas que não passam e a semana que não acaba nunca! Às vezes, a gente fica cansado demais pra lembrar um do outro, cansado demais pra fazer surpresa, pra aprofundar um assunto, pra demonstrar o que sente. Cansado pra uma conversa mais longa, mais completa, pra dar um pouco mais de atenção, pra reparar nos detalhes, pra dizer que tá com saudade. Cansado demais pra lembrar que o maior erro de uma relação é justamente esquecer de tudo o que importa nela.

O dia a dia mata um pouco a gente mesmo. Ele sufoca, esmaga, destrói. É muita coisa pra pensar, muita coisa pra fazer, e a gente acaba esquecendo que o amor mora justamente nessas besteirinhas. Ele tá lá, vivo no “bom dia” que a gente diz mesmo quando tá atrasado, naquele “se cuida” quando a gente não pode cuidar, no “dorme bem” quando tá longe demais pra dormir junto, naquele “sonha comigo”, que é pra sonhar mesmo que seja acorda. O amor adormece quando a gente esquece que somos nós quem temos de mantê-lo acordado, sabe? E eu não quero nunca esquecer que você é a minha sorte, que você deu um sentido novo pra tudo. Não quero esquecer que eu andava meio descrente com todo esse papo de final feliz e alma gêmea, até que cê chegou tirando tudo do lugar, inclusive as minhas certezas, e me mostrou que pra dar certo só depende de nós. E eu quis fazer dar.

De vez em quando a gente briga sem motivo algum, sai do sério por qualquer bobeira, discute por puro tédio. As vezes eu me irrito fácil, perco a paciência a toa, fecho a cara de repente. Você é outro… Emburra fácil, fica de canto, de bico, se faz de ofendido. Tem horas que a gente se estranha, bate de frente, se ignora, se evita e nem sempre tem uma razão pra isso, tem dias que é só o cansaço mesmo, o excesso de sono acumulado, a correria que sem querer acaba nos afastando, mas tem outras que é por puro descaso, preguiça. E o desinteresse mata qualquer relação! Ele consome, engole, tritura o que há de bom em uma história. Não deixa ele acabar com a nossa. Quando você tiver quase esquecendo do porquê continua insistindo, se lembre que eu sou a sua sorte também. Que a sua vida andava meio bagunçada e eu não me incomodei com o seu caos, pelo contrário, até vi graça nessa zona toda.

Quando eu falar que cansei de nós dois e que tô caindo fora dessa história, me segura firme e me convence a ficar. Me faz lembrar das nossas promessas, dos nossos planos, das declarações. Eu te juro que também não vou deixar cê sair tão fácil da minha vida. Às vezes a gente só precisa relembrar a razão de continuar insistindo, só precisa dar uma pausa na correria pra escutar o coração e ouvir o nome que ele grita. Às vezes tudo o que a gente precisa pra voltar a sentir as borboletas voarem no nosso estômago tá ali, do lado, no mesmo lugar, mas a gente finge não ver. Às vezes, é só a gente olhar no olho um do outro, mesmo com raiva, mesmo de cara feia, que a resposta vai tá lá, clara, objetiva: amor de verdade vence tudo. E o nosso é! Ele vence a preguiça, a fadiga, a falta de tempo, a correria, a inveja alheio. Tudo! Amor de verdade só acaba se for bem não final.

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.