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27 de fevereiro de 2017

Você é o sinal que eu pedi pra Deus

​Depois de algumas tentativas frustradas, eu comecei a achar que não tinha nascido pro amor, que o meu destino era ficar sozinha, porque não importava o quanto eu tentasse, o quanto eu me entregasse, o quanto eu fizesse de tudo pra dar certo, as coisas sempre desandavam, sempre travavam na metade, não iam pra frente. Parecia que aquilo não era pra mim. Eu me cortei em alguns espinhos, sai ferida de algumas histórias, tropecei em diversas pedras. Eu colecionei hematomas, levei uns tombos no meio do caminho e quebrei a cara uma porção de vezes. Eu confiei em gente que não merecia a minha confiança, jurei amor eterno pra essas paixões efêmeras, que não passam da meia noite.


Eu queria tanto encontrar alguém, esbarrar na minha alma gêmea, viver um desses romances de cinema que viram até tema de livro, sabe? Que comecei a aceitar migalhas, a engolir restos, a me contentar com pouco e nessa de me doar de mais e receber de menos, eu fui adoecendo. Eu chorava por dentro porque não entendia o que tinha de errado comigo. Tudo bem que eu tenho o gênio forte e me irrito fácil, mas será que eu era tão ruim a ponto de ninguém querer ficar? Eu via esses casais felizes andando de mãos dadas pela rua e me perguntava quando é que ia ser a minha vez de andar assim também, quando é que esse papo de final feliz ia começar a fazer sentido na minha vida e por mais que eu insistisse, não encontrava uma resposta. Ai fui ficando meio vazia, meio apática, porque cansa ver todo mundo encontrar a pessoa certa enquanto a gente continua trombando em um monte de cara babaca, continua perdendo tempo com quem não tem espaço pra gente entrar.

Eu apostei todas as minhas fichas em romances que não valiam um centavo e mesmo ficando com o saldo negativo eu continuava deitando a cabeça no travesseiro sem ter ninguém de importante pra mandar um boa noite. Por mais fundo eu mergulhasse nesses casos que me apareciam, meus pés continuavam sem sair do chão. O amor não era pra mim, não podia ser. Cheguei a acreditar que aquilo nunca ia mudar, que eu sempre ia sentir aquela fisgada no coração toda vez que eu cruzasse com um casal feliz no ponto de ônibus e ficasse sozinha ali, admirando os dois sem saber quando ia ser eu. Confesso, quase desisti do meu final feliz, quase cansei de esperar, de ter paciência, ai pedi um sinal de que as coisas ainda iam acabar bem e Deus me mandou você.

Não sei o que foi que você fez, mas depois que cê chegou parece que tudo se encaixou. Sabe aquela ladainha de que não adianta bater o pé e fazer birra, nem ir a cartomante pra ver se isso apressa as coisas? É verdade! O universo funciona em um ritmo diferente do nosso, não importa a nossa vontade de que as coisas aconteçam pra ontem, se não for pra ser, não vai ser e ponto final. Já tinham me dito que o amor aparece de surpresa, eu não botei muita fé nesse papo, mas ai você fez tudo fazer sentido num domingo nublado em outro canto da cidade. O amor chega como um velho conhecido, não faz cerimônia, entra, se apossa de cada cantinho nosso e deixa a gente feliz por não ter dado certo com nenhum outro. Agora eu olho pra você e consigo entender, tava escrito desde o começo, eu só precisava aprender ler e cê me ensinou direitinho.

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.