Nova Perspectiva

13 de fevereiro de 2017

Quando a saudade tem nome

Quero mandar um recado pro mundo. Queria te chamar pra sentar ali no bar, olhar no seu olho e conversar. Mas você tá sempre aí ocupado. Girando, mudando vidas, amores, levando e trazendo pessoas. Será que você pode girar e não levar aquele sorriso pra longe daqui? E quando você voltar, você pode me devolver a outra metade do beijo que nunca aconteceu? Ah, e reserva um lugar bem legal aí. Quero guardar um certo alguém onde nada vai machucar.

Quando eu estiver dentro daquele abraço, pode parar de girar. Avise o tempo para ele parar. Sabe mundo, você é grande. Tem muitas distâncias. Mas aqui no meu coração, ainda tá tudo muito perto essa coisa de sentir. Distância é só uma medida e minha vontade é muito maior. Sorte a minha, né?! Porque eu quero dar o meu melhor. Faz bem pra mim e faz bem pra alguém. Desde quando eu cheguei aqui aprendi que devo ser bom. Foi com você que aprendi isso, mundo. Devo ser quem eu sou. E terei perto de mim quem realmente importa e quem realmente se importa. Porque eu me importo com tudo isso de querer cuidar, querer o bem. Não deve ter nada de errado nisso.

Mundo, eu não acredito no seu fim. Mas se alguma hora você estiver planejando ter um fim, me avise antes? Quero poder dar o último bom dia. Assim. Sem pressa. Mesmo com a boca marcada de café e o coração marcado de bem querer. Eu até gosto de você. Gosto de olhar para o seu teto de estrelas e pisar no seu chão de oceanos. Eu até gosto de você. Gosto de olhar no seu rosto de estrelas e no seus olhos de oceanos. Mas isso me lembra alguém. Hoje a saudade veio bater na minha porta. Não precisei perguntar quem era. Já sabia o seu nome.

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.