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15 de janeiro de 2017

Você acha que eu sou um dos seus brinquedos?

​Qual é a tua moreno? De onde você tirou que tem o direito de entrar e sair da minha vida sempre te da vontade? Como se isso não me estraçalhasse por dentro, como se cada parte minha não ficasse em pedacinhos por sua causa... Quem foi que te disse que tudo bem você me virar do avesso e sair de fininho, na ponta dos pés, deixando a bagunça toda pra mim? Eu não sou obrigada a ficar arrumando o caos que você causa pra quando as coisas já estão ajeitadas de novo você reaparecer arrependido, querendo tentar de novo. Em que lugar tá escrito que eu sou obrigada a aceitar esse teu jeito mimado e egoísta de quem quer todas? Você acha que eu sou o que? Um dos seus brinquedos? Que tem de estar sempre a sua disposição? Cê tá enganado cara, comigo as coisas não são assim.


Eu não faço parte do time que aceita migalhas e agradece feliz como se fosse exatamente o que eu queria, sou autossuficiente demais pra viver mendigando afeto de quem tem pouco pra me dar. Já gastei minha cota de chances te mando várias segundas chances, agora essa história já tá me enchendo o saco. Não posso te obrigar a ficar, mesmo que no fundo, apesar de tudo, eu ache que a gente poderia ser feliz juntos, porque sabe, de um jeito meio torto, a gente combina muito, mas cê não tá pronto pra viver um amor de verdade, não tá pronto pra se entregar e se doar e fazer dar certo, então paciência, que mais eu posso fazer se já tentei de tudo? A porta tá aberta, pode ir, mas não vem tocar a campainha daqui vinte dias por que o mundo lá fora não tem tanta graça quando eu não to nele. Não me liga de madrugada pra dizer que tá com saudade e não sabe viver sem mim. Se você não tá disposto a ficar e investir na gente, ok, não vou te obrigar, mas não me faça continuar perdendo tempo acreditando em nós.

Sei que cê tá acostumado a ter tudo quando quer e que é confortável poder pular de galho em galho sabendo que sempre vai dar pra voltar atrás, só que o universo é imenso e não tem só você de homem nele. To cansada dos seus perdidos, de ficar te esperando voltar pra casa enquanto você vai pra casa de outra, do seu medo de se envolver, do seu pavor em falar de relacionamento. Você não sabe o que quer, num dia fala que me ama e no outro sequer responde as minhas mensagem. Qual é o teu problema? Eu não sou comida pra você ficar me cozinhando não... Nem ache que eu vou aceitar ficar em banho maria por muito tempo, porque coisa morna sempre me deu indigestão. Escuta bem que eu não sou obrigada a aceitar seus meio termos e nem vou ficar batendo palma pros seus shows ou te esperando pro resto da vida. A hora que me der nos nervos eu meto o pé e cê nunca mais me acha.

Hoje eu ainda to aqui moreno, hoje eu ainda acredito que se a gente quiser, mas quiser mesmo, pode ser, mas amanhã eu não sei se vou continuar. Não vou tentar te convencer a ficar, nem insistir e me humilhar pra você prestar atenção na gente. Eu não vou implorar pra você acreditar nisso tudo. Cê faz o que quiser. Pode ignorar tudo que eu to falando, pode fingir que não é com você, se fazer de surdo, desentendido. Não to nem ai. Só não se esqueça que enquanto cê tá em cima do muro, sem saber se volta pra mim ou se vai de vez, eu to refazendo a minha vida, to colocando tudo de volta no lugar e tirando seu cheiro de mim, daqui a pouco, mas daqui a pouco mesmo, não vai mais nem ter espaço pra você voltar.

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.