Nova Perspectiva

9 de janeiro de 2017

Eu gosto muito, muito, muito de você

​Eu gosto da maneira como você me olha e esquece a vista em cima de mim, como se não houvesse mais nada nesse mundo inteiro que você quisesse ver além de mim. Gosto do jeito que seus olhos brilham quando encontram com os meus e de como isso me faz sorrir meio sem querer. De como cê me encara sem medo, querendo me entender, me decifrar. Gosto do jeito que você me enxerga, de forma tão simples e natural e verdadeira, e de como você aprendeu a me ler tão fácil, tão rápido. Antes de você, nenhuma outra pessoa tinha conseguido me conhecer tão bem e cê nem precisou de muito tempo pra compreender tudo de mim. Eu gosto quando cê me abraça apertado e meu coração bate pertinho do seu e eu consigo sentir sua respiração esbarrar na minha e tudo ao redor perde importância. De quando eu me perco nos seus braços e me acho ai dentro, escondida no seu peito.

Gosto de como você faz o meu coração disparar sempre que estamos juntos, eu achava que isso nem podia mais acontecer até você chegar e lotar o meu estômago com essas borboletas hiperativas que não param de voar dentro de mim. Eu gosto do seu sorriso largo e de como ele combina com o meu, como se tivessem sido feitos um pro outro, moldados a mão pra se encaixar. Gosto do seu cheiro que fica colado em mim o resto da semana e do seu gosto que não sai da minha boca (e eu nem tento tirar). Gosto do seu beijo demorado que parece melodia, uma poesia dessas gostosas da gente ler. Gosto das suas mãos nas minhas, me segurando firme, e de como eu me sinto protegida e segura quando to com você. Gosto porque cê foi o único cara que conseguiu me tirar do eixo e mesmo assim me fazer acreditar que valia a pena. Que vale. Você me fez esquecer do meu medo e das minhas cicatrizes e até das feridas que ainda estavam abertas. 

Gosto de quando você vê graça nas minhas piadas, até naquelas mais bobas, e de quando fala coisas idiotas só pra me ver dar risada. Gosto do seu ciúmes disfarçado, que cê finge não sentir, e de quando você se faz de durão, de desapegado, mas acaba, sem querer, confessando o que sente. E eu sinto também. Gosto do seu carinho demorado, do seu toque na minha pele, de como eu me arrepio fácil quando suas mãos me passeiam. Gosto do seu bom dia e de como ele me faz acreditar que o dia vai ser mesmo bom. Gosto das nossas conversas longas, confusas, de como a gente muda de assunto e se entende, se dá bem. Gosto que a gente combina mesmo no que não temos nada a ver. Gosto quando você ouve meus silêncios e entende o que cada um deles diz. Quando cê me conta seus medos e segredos e se abre preu entrar. Gosto quando eu te conto os meus, também, e você entra. De como você se preocupa e se interessa e me escuta mesmo quando eu desando a falar sem parar. Gosto da sua voz, da bagunça que ela faz em mim.

Gosto de como você me balança inteira, de como me desarma, me desestrutura e mesmo assim me mantém em pé. Gosto de como eu fiquei meio avoada desde que cê chegou, de como meu pensamento anda longe, perdido, sempre perto de você. Gosto até do jeito que você me tira do sério. De quando me irrita, me provoca. E cê sabe que faz isso melhor que qualquer outra pessoa no mundo. Gosto dos seus defeitos, das suas manias. Gosto de como você faz tudo fazer sentido. O passado, os tombos, as curvas no meio da estrada. De como a vida ficou mais fácil desde que você chegou. Gosto que cê me faz sonhar acordada e embarca junto nas minhas loucuras. Gosto de quando você fala da gente, da segurança que me passa, das suas certezas que me convencem. Gosto de como você me faz acreditar que vai dar certo, que já deu. Gosto da ideia de que a gente ter se cruzado não foi acaso, coincidência, foi destino. Era pra ser. É. Eu gosto de gostar de você. De querer você. De estar com você. De como consigo me imaginar daqui dez anos ao seu lado. Vinte. Trinta. Uma vida inteira. 

Eu gosto de você. Muito. Muito. Muito.

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.