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12 de dezembro de 2016

Um tempo, um alguém

Um tempo, um lugar, seu sorriso, suas manias, seu jeito de me olhar, suas perguntas, suas mãos. Tanto tempo, passou voando. Voou aqui pra dentro do meu peito. Um dia lindo, nosso dia lindo. Sempre vou ter a sensação que devia ter aproveitado mais. Seus olhos, o abraço.

Não te contei, mas sentei do seu lado da cama e fiquei ali, te olhando enquanto dormia. É eu fiquei. Coloquei o cabelo atrás da orelha e é assim que vejo você nas esquinas que eu dobro.


Mesmo que eu esteja longe por muito tempo, vou continuar sonhando que você está comigo. E você nunca irá embora. Segura minha mão e não solta. Por você eu resistiria. Aqui dentro mora tanto bem querer por você. Tem cuidado, tem carinho, tem a mão que desenha o rosto, aqui dentro tem música, tem um tanto de você. E pode acreditar, essas coisas existem. E por isso a gente chora. Chora por viver o que a vida permite, sem culpa, com a certeza do que faz bem. Tem lugares enormes que não te cabem, mas tem aqui um abraço pequeno, que te serve, te veste, te aquece.

Sei que mereço uma vida linda, mas isso não faz muito sentido sem você, porque eu sou só a parte da vida e a parte linda foi quando você chegou. Não tem nada de injusto nisso. Injusto é calar o que se sente. A felicidade, por mais que esteja longe do alcance das mãos, nunca está fora do alcance dos sonhos. Mesmo que nosso caminho se desencontre, eu volto pra te encontrar. Volto, nem que seja pra uma última dança, um último olhar, um último pedido de fica um pouco mais.

Volto pra te proteger e te ver feliz. Volto pra te atravessar na rua, pra te deixar no lugar mais seguro da mesa do bar. Volto pra te contar que eu gosto de azul e que não devo comer maionese pela manhã. Volto pra dividir o choro, limpar a lágrima e escutar o coração chamar o nome. Volto pra dizer que acho lindo seu jeito de se preocupar e esconder o rosto. Volto pra onde eu nunca devia ter saído. Volto pra casa, pra alguém, pra onde o coração fala mais alto.

Antes de eu chegar, me procure na página – da ausência – marcada pelo destino no livro, na chuva, no espelho. Me sinta no beijo na nuca, na música da lágrima e no aperto do nariz. Me perceba na notícia boa que vai chegar, no orgulho que eu sinto nas suas vitórias e na minha vontade de ficar. Mesmo que tudo pareça errado, me veja do seu lado, onde você estiver, estarei em coração, em alma e saudades. Em todas as nossas memórias você vai me achar. O final só vai chegar quando um de nós deixar de acreditar.

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.