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3 de dezembro de 2016

Quando eu vou te esquecer?

E mais uma vez eu to aqui olhando pro seu perfil no facebook e me questionando porque eu não fiz nada pra me impedir de te procurar. Eu senti seu perfume no mercado hoje mais cedo, fiquei com um pouco de saudade e quis saber como é que cê anda, embora eu já imaginasse a resposta. Tá tudo bem por ai, não tá? Eu vi o seu sorriso nessa última foto que seus amigos postaram, é... nessa mesmo que cê tá agarrado a outras duas meninas. Ele, o seu sorriso, não parece de mentira, não é forçado igual aos meus, não é só pra chamar a minha atenção e isso dói.

A ferida abriu de novo e eu jurava que ela já tinha cicatrizado. Parece meio masoquista, eu sei e talvez seja mesmo só que eu não entendo por que você teve de ir embora, hein? Por que você assassinou a nossa história? Ela era tão prematura e você a matou me fazendo morrer junto, e agora eu sou obrigada a fingir que não há nada de errado mesmo estando tudo fora do lugar. Agora eu preciso agir como se se tivesse tudo bem e engolir o choro cada vez que falam o seu nome numa rodinha, preciso ignorar a vontade de te mandar mensagens e te ligar e de dizer que você é um babaca, um bosta, e que eu não queria ter te conhecido, mas que eu te conheci e você me mudou e eu não sei mais encontrar quem eu era.


Eu queria saber onde eu me perdi, queria conseguir me encontrar igual você conseguiu se achar, porque em questão de dias sua vida já tinha voltado ao normal. Eu mal tinha tirado a sua foto de fundo do meu celular e você já tava confirmado em um monte eventos, umas garotas novas começaram a comentar nas suas postagens e seus amigos, que me adoravam, ou pelo menos diziam isso, já tavam comemorando a sua volta ao "bonde". Por favor, me explica como você se curou tão rápido da gente, porque enquanto você se acabava nas noitadas, eu ainda chorava porque tinha voltado mais uma vez pra casa sem ter achado o seu gosto na boca desses outros caras.

Eu não entendo porque eu não consigo te esquecer, porque eu continuo acompanhando sua vida de longe como se eu ainda fizesse parte dela. É patético. Eu fico atrás de alguma indireta, qualquer uma, ou de alguma mensagem que cê tenha deixado nas entrelinhas, algo que esteja lá só preu perceber que ainda pensa em mim, mas você tem meu número, tem meu endereço, até o meu maldito e-mail você sabia de cor, se sentisse saudade iria me procurar, viria até mim, sem essa de achar outras alternativas. Você não é disso, nunca foi. E é horrível saber que nada do que tá lá é pra mim e que nunca mais vai ser.

Sei que vai ficar tudo bem, que cedo ou tarde você vai se tornar só uma lembrança e que eu quase não vou lembrar da gente, dos nossos planos, dos nossos segredos. Eu sei que vou conseguir enterrar o nosso fim, mas quando? Por quanto tempo eu ainda vou desmoronar de madrugada e acordar no dia seguinte pronta pra agir como se nada tivesse acontecido? Quando eu vou deitar a cabeça no travesseiro e não enxergar o seu rosto no teto ou tatear pela sua mão ao meu lado mesmo sabendo que eu só vou encontrar a solidão? Hein? Quando é que você pretende sair de dentro de mim? Porque eu não aguento mais amar você.

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.