Nova Perspectiva

7 de dezembro de 2016

Eu vou superar a nossa separação

É mais um feriado que passamos separados. Eu sei que já devia estar acostumada com a sua ausência e que já não existe “nós” na minha vida. Estou me acostumando com essa nova fase e nem tudo tem sido tão bem.

Ainda é difícil lidar com o restinho do seu cheiro na camisa que você esqueceu de levar e que eu não me desfiz. Foi uma das poucas lembranças físicas suas que restou no meu apartamento, mas é como se cada cantinho estivesse preenchido por você.


Impossível não escutar as músicas que você me indicou e não imaginar as histórias que nós dois costumávamos inventar para cada melodia. Eu nem sei o que toca na rádio, pois seu pen drive dominava a play list do meu som.

Até as suas indicações de filmes e séries estão anotadas no meu caderninho e estou à espera dos livros que devem chegar na próxima semana. Eu não tenho culpa se realmente suas dicas me influenciaram e você tem bom gosto.

Apenas o muay thai está na lista de “coisas que devo fazer”. Eu não consigo me imaginar na luta, mesmo que você afirmasse que isso seria importante para minha defesa pessoal e que minha saúde agradeceria. Eu ainda prefiro minhas caminhadas noturnas.

Eu sei que deveria sair para conhecer gente nova, seja numa balada ou no café da livraria do shopping. Mas, ainda prefiro ficar vendo Netflix nesse feriado. Comer minha pipoca com brigadeiro e esquecer que nem tudo era como antes.

Acredite, eu vou superar nossa separação. Mas, ainda preciso de um tempo até sair desse “luto”. E, por enquanto, não quero frases motivacionais ou saídas com desconhecidos. Deixe-me ficar, um pouco mais, quieta no meu mundinho.

Pode até parecer estranho e você ache que isso seja fraqueza minha, mas cada um tem seu tempo para cada coisa e meu relógio não é nada parecido com os demais. Talvez amanhã, com a volta do trabalho e da vida social, eu esteja mais animada. Porém, hoje eu só quero ficar por aqui.

Agradeço por perguntar se está tudo bem, eu visualizo e nada escrevo. Pois, a minha resposta é olhar para a janela, sorrir e acreditar que, um dia, tudo ficará bem por completo.

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.