Nova Perspectiva

14 de novembro de 2016

Desapegar não é preciso

Desapegar por medo de sofrer. Revidar silêncio. Ficar fazendo joguinho só pra ver se alguém realmente gosta de você. Na moral? Se você quer chegar em algum lugar, pode parar por aí. Não precisa gastar todo seu tempo com isso. Eu mesmo vou lhe dizer onde essa estrada termina: lugar nenhum!

Desde que entendo a forma do mundo girar, as coisas caminham assim. Só te procuro se você me procurar, só vou estar do seu lado se você estiver do meu, só vou te responder se você me responder – rápido – e com carinho. Só vou isso, só vou aquilo. Sabe aonde você vai? Lugar nenhum! Sim, isso é fato!

O que você vai acabar conseguindo é afastar um certo alguém que, mesmo andando por caminhos meio tortos, escolheu estar ali, tentando – e com reciprocidade – fazer do seu dia um pouco mais feliz.

Chega de arrumar desculpas para julgar que alguém não te merece só porque por um motivo compreensível, ou não, não pôde estar ao seu lado em um certo momento. Lembre-se de que nem você e nem ninguém é perfeito. Acho que estar numa relação é muito mais que isso. É entendimento, compreensão, diálogo e deixar o outro respirar o seu próprio ar.

Mas se você quer desapegar de alguém, vai lá e desapega! Não desperdice todo bem querer que alguém quer dar pra você só por puro capricho. Desce do muro que divide o que é amar e o que é jogar. Sai desse chove e não molha de bem me quer, mal me quer. Não fique ocupando o lugar da felicidade de ninguém. Se você tem medo de sofrer, seja ao menos humano e deixe o outro viver.

Agora, com sua licença eu irei ali me apegar, me apaixonar e me doar. Vou quebrar a cara, perder o rumo, desacreditar, resmungar e chorar por alguns dias.

Se tudo aquilo que eu escolhi e acreditei não der certo, eu ao menos fiz aquilo o que mandou o meu coração. E ele, por mais burro que pareça, sabe que amanhã é um novo dia, e nele começa uma nova história em que o fim só depende de mim.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.