Nova Perspectiva

2 de outubro de 2016

Te amo e a culpa não é sua


Calma, deixa eu explicar. Não estou dizendo que não tenho motivos pra te amar. Muito pelo contrário, tenho muitas razões que me fazem querer estar com você. Ainda assim, a culpa por eu te amar não é sua. Apesar de você ser lindo, ter um sorriso apaixonante e um jeitinho encantador, você não é responsável pela forma como eu acho que tudo isso se encaixa perfeitamente dentro dos meus sonhos.

Você é simplesmente você e, justamente por isso, me encanta. Às vezes você erra, às vezes você machuca com as palavras, mas você não mente. E eu fico entre a raiva de ouvir o que não quero e a gratidão de não me iludir com falsas promessas.

Você não é como os outros, que dizem sentir o que não sentem, prometem o que não vão cumprir, só pra conseguirem o que querem. Você não diz nada, não promete nada, e ainda assim consegue o que quiser de mim. Porque eu sei que, assim como você é sincero quando diz coisas ruins, também é quando se trata das coisas boas. De uma coisa eu tenho certeza: você não mente. Eu confio em você, apesar de tudo, no meio de tanta gente vazia, eu quis confiar em você. Você não deixa de dizer o que pensa, o que quer e o que não quer. E eu continuo te querendo. Porque eu prefiro erros sinceros do que acertos de faz de conta.

Eu te amo mesmo, de um jeito que só Deus sabe. Mas, se um dia você não quiser mais ser tão amado, eu guardo o amor aqui dentro, ou deposito em qualquer lugar, sem problemas. Pode ser que me doa um pouquinho de início, mas a culpa não é sua. Eu assino o termo de responsabilidade. Eu sou a única responsável pela teimosia de te querer. Não precisa se preocupar em não me fazer sofrer.

Eu assumo o risco de continuar navegando nesse nosso barco sem destino e peço perdão pelas vezes que quase afundei a nossa embarcação de tão pesados que pareciam os meus sentimentos. A gente pode continuar navegando. Eu prometo não te ilhar de nada, só sentir as ondas do mar, do amar, sem me afogar.

Um comentário:

"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.