Nova Perspectiva

14 de setembro de 2016

Para um amor de 30 dias

Quando você chegou, eu nem sabia mais que era possível viver com os pés no chão e o pensamento tão longe, repousando no sorriso de um outro alguém. As minhas óticas eram preto e branco e você fez questão de colorir todas, uma a uma, e como naquelas histórias de amor que a gente sempre ouve e em nada acredita, você veio quando eu já havia deixado de esperar. Uma daquelas surpresas que a gente sabe que vem para ficar, para fazer os nossos dias mais leves, doces e cheios de vida.

Você chegou sem avisar, com um jeito de quem não quer muito e no fim acaba sendo tudo. Pulou os muros que eu construí em torno de mim, driblou a minha insegurança, deixou para trás os meus medos e me provou que quando é de verdade a gente tenta, insiste e faz dar certo. Talvez, só talvez o amor more mesmo na casa das certezas. E, vez ou outra, saia para fazer morada nos nossos corações. É o nosso caso. Há exatos 30 dias, ele veio nos visitar e prometeu ficar.

E, desde então, eu descobri que o amor não se prende a regras, não se resume a conceitos pré formados, e tão pouco se limita ao tempo. Não há um padrão e nem um modelo a ser seguido. É diferente, é único, é surpreendente. O coração faz escolhas próprias. E o meu escolheu te amar. Escolheu te amar, com um amor desprovido de cobiça e egoísmo, nascido na pureza e na sinceridade de quem procura um abrigo para as manhãs nubladas e noites frias, um ponto de paz em meio as tempestades, um porto seguro em meio as inseguranças, transbordando entrega e coragem, daqueles que sabem a dor de uma ferida e ainda assim se dispõe a tentar, porque entendem que não há dor que esconda a beleza do amor.

E não há ruídos que calem o som dos nossos corações pulsando em sintonia, não há distância que impeça os seus dedos entrelaçarem aos meus, não há escuridão que proíba os meus olhos de te contemplar... Não há tempo que não me permita te amar.

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.