Nova Perspectiva

30 de setembro de 2016

Eu não queria que tivesse sido assim


Adianta se eu pedir desculpas agora? Seu eu disser que sinto muito? Que não era assim que eu gostaria que as coisas fossem? Sei que isso soa meio cínico da minha parte, mas é só o que eu posso fazer agora. Eu tentei, talvez cê não entenda direito o que eu quero dizer com isso porque no seu lugar eu também não entenderia, mas eu tentei de verdade. Eu quis acreditar na gente, e por certo tempo até consegui, mas é que não dá pra gente se enganar pra sempre. Uma hora a ficha caiu.

To sabendo dos riscos que eu corro te colocando pra fora de mim. Talvez eu me arrependa um dia desses quando eu olhar sua foto com outra garota e ver o quanto você a faz feliz, talvez eu olhe pra trás e pense "puta que pariu porque foi que eu fiz isso com a gente", talvez eu não consiga lembrar o motivo, mas é que eu não consigo me prender naquilo que não me tira do chão. Mesmo que eu tente. E a culpa não é sua. Nem minha! Nem da vida e dos astros e do acaso. A culpa não é de ninguém. Só não deu.

Eu achei que ia conseguir, quando a gente esbarra em alguém tão especial é difícil de explicar pro coração que ele não tem o direito de não bater mais rápido. Eu insisti pra ele bater, porque eu queria. Juro que eu queria. Mas ele continuou lá, estático, inalterado, fingindo que não me ouvia. E eu me perguntava o porquê disso, o porquê de apesar de tudo eu não consegui te olhar com olhos apaixonados, como se eu tivesse de encontrar uma resposta racional preu não te amar mesmo você sendo o cara perfeito.

Você pode até dizer que eu fiz isso por ego, pra te prender e ter só pra mim por birra de menina mimada. Mas não foi. Eu queria, pelo menos uma vez na vida, ficar com o cara certo. E você é. Só que não pra mim. Eu achei que podia bastar o beijo bom e o sorriso lindo e o papo que não acabava. Achei que era suficiente você ser bonzinho e pensar em casamento e querer um monte de coisas da vida. Mas só isso não basta. Precisa ter o tal do click, sabe? Aquele "caramba, é isso!". E não teve.

Eu te olhava e por mais maravilhoso que você fosse, não sentia nenhum músculo do meu corpo estremecer. Nada daquele sorriso bobo perdido no meio do rosto e nem do pensamento avoado durante as tardes passeando de mãos dadas. Eu me apaixonei por você, aquela coisa intensa que acontece se repente, mas que evapora do mesmo jeito. Evaporou. E eu não consegui continuar. Não podia fazer isso com você. Nem comigo. E eu sei que um dia, daqui muitos anos, você vai lembrar da gente e entender que eu fiz a coisa certa quando decidi que estava na hora de ir embora.

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.