Nova Perspectiva

26 de setembro de 2016

Ela é diferente cara


Esquece aquele discursinho que você decorou na adolescência pra conquistar as garotas da sua sala, ela não vai cair na sua lábia de conquistador de esquina. Pode apagar da sua memória todas as cantadas que você costuma dar nessas meninas que cê esbarra em baladas e festas, porque ela não vai achar isso nada interessante. Pelo contrário, vai revirar os olhos e sair andando deixando claro que não tem tempo pra desperdiçar conversando com moleque.

Ela é diferente de tudo o que você já viu. Não tente compará-la com as outras que já passaram na sua vida, ela não tá nem ai se a sua ex gostava de comer comida japonesa com você e ir ao cinema assistir aqueles filmes chatos que cê adora ou se você acha lindo o jeito de fulana ou ciclana. Ela não vai mudar por ninguém, a não ser que decida que tá na hora de se reinventar. E ela adora fazer isso. É uma verdadeira mulher de fases, muda com as estações, com o clima, com o vento. E vai te deixar perdidinho no meio de tantas que ela pode ser.

Ela é segura demais, toda cheia de si, mas qual é o problema disso? Se ela não se garantir, quem é que se garante por ela? Mas nem sempre foi assim, essa menina já sofreu demais, talvez por isso tenha se tornado o que é hoje. Ela deu muitas chances pra quem não merecia e sofreu um bocado na mão desses caras, até que descobriu que não precisava deles pra nada. Ela se deu conta de quem era e bate no peito orgulhosa de ser assim, meio amarga, meio doce, meio quente, meio fria, meio ela e só ela.

Ela não é igual a todas as outras, e sei que isso parece meio clichê de se dizer, mas é a mais pura verdade. Ela é dessas que não passa duas vezes na vida de ninguém, então se ela passou na sua tome muito cuidado pra que ela não vá embora. Ela é caos e calmaria, jazz e rock n' roll, yin e yang, preto e branco, tudo e nada. Ela é do tipo que não chora leite derramado, nem se desfaz inteira porque algo não saiu como planejado. Ela é daqueles que junta os caquinhos e joga fora, porque se quebrou é que tá na hora de viver por algo novo.

Ela gosta de café na cama, de cafuné antes de dormir e de assistir filme juntinho. Mas não se engane, ela não vai grudar em você. Quando você menos esperar ela vai te pedir um pouco de espaço e você não vai ter outra opção a não ser dar o que ela quer. Vez ou outra ela precisa disso, é como se a sua alma implorasse pra que ela fique um pouco sozinha, respirando do próprio ar, ouvindo os próprios pensamentos. É no silêncio que ela se encontra. Não tente entende-la, nem a desvendar, ela não é um mistério a ser descoberto, é só alguém a ser respeitado.

Ela faz o que quer, quando quer, mas se você merecer ela te cede um espaço ao seu lado e você pode ir junto. Cê vai querer ir. Vai querer que ela seja a mulher da sua vida, eu sei que vai, todos querem, mas nem ouse tentar, porque ela vai te dizer que tá ocupada demais sendo a mulher da própria vida e tá mesmo. É difícil fazer essa menina baixar a guarda, você precisa convencê-la de que vale a pena. Nem pense em apostar em joguinhos pra isso, não tem nada que ela deteste mais! Essa menina é muito transparente pra tolerar ao seu lado alguém que se camufla na primeira oportunidade.

Ela é intensa, não sabe sentir em conta-gotas, ou faz sol ou faz tempestade, porque não nasceu pra ser garoinha. E nada do que você fizer vai mudar isso. Ela é assim e pronto. E que ótimo! A graça dela é exatamente essa, é a inconstância, o jeito meio desajeito, desbocado, o olhar misterioso, o sorriso de quem sabe de tudo, mas que talvez não saiba de nada. Ela é diferente, dessas que não se enquadram, não se adaptam. É única, e quem é que seria louco de não se apaixonar?

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Ai Gabriela, queria muito poder te conhecer um dia (você deve escutar bastante isso), mas eu me encontro nos seus textos (acredito que todo mundo se encontre um pouco), alguns textos mesmo não falando de mim, sempre tem algo do que já vivi ou quero viver. Você é incrível!

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.