Nova Perspectiva

14 de setembro de 2016

A vida segue, com ou sem você


Espero que você saiba o mal que me fez com todos as suas mentiras e promessas de amor. Que compreenda a dor que sinto no peito cada vez que lembro de nós, juntos, fazendo planos para o futuro. Planos que você jogou pela janela quando decidiu ir embora sem nem ao menos me explicar o motivo. É por isso que não te mando mensagens, não te ligo e nem faço questão de saber da sua vida. Mas não guardo rancor e esse texto é para dizer que apesar de você a vida continua.

Guardar rancor não combina comigo, o que não significa que levei numa boa o jeito com que você decidiu acabar com tudo, sem pensar nas consequências. Chorei, sofri e senti tanto medo que por algum tempo não consegui seguir em frente, mesmo sabendo que ficar parado de nada adiantaria. É preciso ser forte para acreditar novamente no amor depois de ter o coração despedaçado por alguém que um dia chegou a dizer que seria para sempre.

Sua vida não me interessa mais, já não faço parte do seu presente, nem do seu futuro. Ocupo somente um pedacinho do seu passado — e não é de passado que vive o homem. Isso não é sinal de mágoa, de rancor, de ódio ou qualquer outra coisa que você imagine que eu esteja sentindo agora. Significa que eu finalmente consegui erguer a cabeça e comecei a dar valor para pessoas que somam na minha vida. Você decidiu sumir e pessoas que somem não me fazem falta.

São palavras muito duras, eu sei, mas não é nada perto do que você me fez passar. Não vou te ligar, nem mandar mensagens na madrugada para perguntar se está tudo bem. Se você quiser conversar, fique a vontade, ainda tem o meu número e sabe onde me encontrar. Mas espero que entenda que tenho uma vida e compromissos que me tomam bastante tempo. E no momento você não é uma prioridade.

No meu coração não há espaço para rancor, mas a vida segue, com ou sem você.

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.