Nova Perspectiva

17 de agosto de 2016

Síndrome do coração partido


Eu sei o que é confiar demais em uma pessoa e depois quebrar a cara. Conheço a sensação de solidão que toma conta quando alguém importante decide dizer adeus. A vontade que dá é de chorar, e a gente chora. E nos perguntamos o que fizemos de errado, onde foi que falhamos no relacionamento. Não tem Netflix que cure essa agonia, nem brigadeiro de panela que nos faça desapegar de vez.

Só quem já teve o coração partido vai entender o que estou dizendo. Só quem já sofreu por amor vai poder se solidarizar comigo — aceita um abraço? Quando isso acontece, ficamos em estado de alerta e começamos a desconfiar de tudo e de todos, por medo de sofrer mais uma vez. Desconfiamos do amor, das promessas, dos gestos de carinho. Criamos uma barreira invisível para proteger o nosso coração, já tão machucado.

Sabe aquela garota que não se entrega fácil? Que fica na defensiva toda vez que você diz alguma coisa bonita? Talvez ela goste de você — e eu aposto que gosta — , mas o instinto dela é ir com calma, bem devagar, e você precisa aceitar essa condição se quiser seguir em frente. Vai ter que romper a barreira invisível que ela criou como forma de proteção e se esforçar mais do que qualquer outra pessoa já se esforçou. 

Se o que você sente é verdadeiro, valerá a pena. Caso contrário, nem tente. Ela não merece ter o coração partido outra vez. 

Imagem: Via reprodução

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.