Nova Perspectiva

24 de agosto de 2016

Na falta de amor, amar (se)


Passo horas pensando porque diabos estou sozinha quando gostaria de ter companhia, alguém para ver um filme, fazer e receber um cafuné, dar risadas, aquela cena clássica de filme de romance perfeito. No tic-tac do raciocínio, eis a conclusão: Eu acredito no amor!

Pois é, acredito que ele vem, não sei em que estação, se vem de metrô, se é vizinho, se é na outra vida, se já vivi vem em paradoxo, mas vem. Não é nas minhas exigências que estão os problemas, não é na falta de habilidade de conquista, na falta de paciência, nos meus mil e um defeitos, porque afinal, supero em qualidades.(Pode não parecer, mas supero).

Por vezes preferi minha bolha denominada vida; quando cheia de feridas preferi amar a mim mesma, mas levantei curada e protegida, mais madura e fortalecida, mesmo de escudo em punho não deixando as oportunidades passarem.

Inevitavelmente involuntário espero o amor nas portas que se abrem, nos olhares, nos bares, nas ruas, nos sorrisos, no meu quarto…decepcionando-me por sempre esperar, traída pelas falsas expectativas. Enquanto isso, em meio a um mundo de conflitos: rodo a calcinha com o dedo mindinho e abro as pernas por necessidade.

Pode até parecer página de um diário de puta sofrida, quando é simplesmente a minha vida oblíqua e bem resolvida, infelizmente limitada pelos motivos que não dariam uma lista, mas uma enciclopédia de volume infinito de autoria da sociedade.

Julguem-me. Faço planos. Quero ter família, talvez daqui a cinco ou seis anos… Todo mundo sonha um pouco, ter metas faz parte, mas saio do script centenas de vezes culpando a intensidade que me move.

Essa fase de indefinição deixa minha mente confusa, essa dor que sempre reaparece. Tenho certeza que vai amenizar quando você existir. Quando te encontrar, eu sei, eu vou sentir.

Por isso não aceito prosseguir com sentimento incompleto. Estou aqui de peito aberto, vivendo até ele chegar: então chegue, amor.

Via: Reprodução

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.