Nova Perspectiva

13 de agosto de 2016

Me mudei para o seu coração


Ei, menina, tudo bem? Estou te telefonando agora para avisar que eu já estou chegando... Estou bem perto, na verdade.

Eu, que sempre desconfiei de tudo, que sempre acreditei que daria errado no final, eu finalmente estou abrindo os meus olhos e enxergando o quão sortudo eu sou. Cansei de ficar com medo... Cansei de fazer a linha durão, do tipo que não me importava, do tipo que curtia mais que tudo uma transa de uma noite, do tipo que dizia que ia ligar mas esquecia o telefone anotado em algum lugar. Do tipo que não queria saber de amor.

É... É isso. Eu tentei ser esse cara que não queria saber de amor.

Amor para quê? Eu ouvia as pessoas falarem com tanto rancor do amor... O amor destruía, machucava, fazia sangrar. Mas então, quando te conheci, descobri que o amor, esse mesmo amor que eu tanto corri para me afastar, é capaz de curar, restaurar, refazer. E então tudo mudou... Eu descobri que eu realmente importava. Descobri que depois de uma noite inebriante de amor com você com seu cheiro entranhado nos lençóis, que te ligar e dizer que adorei a noite é incrível. É mágico. E ouvir com sinceridade que você sentiu o mesmo é ainda melhor.

Descobri que não tem motivos para eu não dizer que eu te amo, antes de você ter dito. O amor vem das maneiras mais improváveis, e é uma dádiva sentí-lo. Significa que estamos vivos. Significa que estamos aqui.

Ei, menina. Agora já estou aqui embaixo, na porta do seu apartamento.

Desculpa chegar assim, sem avisar. Mas o amor é assim, né? Simplesmente vem, faz morada, e acontece.

Não precisa se preocupar com a bagunça, eu me acostumo... Ou qualquer coisa a gente arruma juntos.

Ei, menina, vim morar no seu coração. Você deixa?

Imagem: Via reprodução

Nenhum comentário:

Postar um comentário

"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.