Nova Perspectiva

22 de julho de 2016

Eu prometo não desfazer as malas


Eu estava com meu copo de café quente entre as mãos quando você disse pela primeira vez que me amava. Estávamos naquela cafeteria da esquina da sua casa, você nunca foi o maior fã de café e bebidas quentes, mas ainda assim insistia em fazer minhas vontades e nesse dia você parece ter feito questão de montar todo cenário perfeito como naqueles filmes de comédia romântica em que tudo flui maravilhosamente bem quando são ditas as três palavras.

Você me encarou com esses olhos de quem sabe de tudo e disse: “ei, eu te amo” e eu respondi sem medo que também te amava. Até assustei com a minha resposta já que essa foi a primeira vez depois de muito tempo que eu dizia que amava alguém e até mesmo fazia tempo suficiente que eu não escutava que por ora até pensava ter esquecido a sensação, mas eu estava enganada. Senti um rebuliço no estômago que muitos chamam de borboletas, o coração gelou e o sorriso abriu involuntariamente. A sensação de amar alguém é boa, mas saber que essa pessoa te ama de volta não tem preço. 

Quando disse que também te amava eu sabia que estava me jogando do penhasco e não tive medo de esborrachar a cara no chão e sair mais uma vez com o coração machucado. Eu não tive medo porque eu sabia que por você todo risco valeria a pena. Eu percebi o jeito que você chegou na minha vida e logo fez questão de ser morada. Não teve medo, nem foi adepto à joguinhos tão casuais de hoje em dia, gritou tudo que sentia e eu admirei sua coragem de ser tão verdadeiro, o que me fez perceber que você não é tão raso quanto julguei que fosse. 

Você me fez perder o medo de amar novamente, por mais que tudo seja improvável e não dure o tanto que meu coração pede, porque quando eu olho para você a minha vida inteira se alinha e eu sinto como se tudo bastasse. A maneira que você me ama muda quem sou e se o amor é mesmo essa viagem que todos dizem, eu prometo não desfazer as malas.

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.