Nova Perspectiva

27 de janeiro de 2016

Talvez você seja o meu maior amor

Via reprodução
Eu não posso apagar todas as madrugadas que passei chorando agarrada em memórias de histórias que não existiam mais, também não posso negar todas as declarações que eu fiz pra pessoas que não mereciam as minhas palavras e nem as vezes em que eu corri por algo que não merecia todo o meu esforço. Eu já bati demais com a cabeça na parede e ganhei alguns arranhões por teimar em insistir naquilo que, nitidamente, não tinha jeito. Eu sou teimosa de nascença, não sei abrir mão antes de tentar o suficiente pra aceitar que algumas coisas não são pra ser. Eles não eram, mas a gente, bem, a gente talvez seja.

Eu não quero excluir de mim toda a bagagem que trago das relações que deram errado. Ou que não deram certo o suficiente pra serem pra sempre. Não quero fingir que tudo sempre foi azul e que o tempo nunca esteve nublado. A coisa já ficou feia aqui dentro, tipo aqueles furacões que passam na televisão, e eu já tive que me reconstruir uma porrada de vezes. Mas, também, já houveram coisas boas e momentos em que o riso parecia que duraria pra sempre. Eu tenho um passado, você tem outro, e a gente não precisa esquecer deles pra conseguir se lembrar que o que importa é o agora.

Você não é o meu primeiro amor e talvez não seja o último, mas eu quero que a gente seja alguma coisa e isso, talvez, se torne suficiente pra que você seja o meu maior amor. Então, por favor vê se não some. Não quero ter que te ver de longe e saber que poderíamos ter dado certo (se você permitisse que fosse). Não quero ter que me culpar por não ter feito você gostar de mim da forma eu queria. Não quero te deixar ir porque sei que você quer ficar. Você tem que ficar, entende? Tá na cara, na minha, na sua, na dos outros. Os nossos amigos já perceberam, a nossa família já tá comentando e até meu irmãozinho pergunta quando é que meu namorado vai vir em casa.

Todo mundo diz que a gente se parece e que até formamos um casal bonitinho. Eu sempre rio, porque no fundo eu também acho. Mas os meus achismos só têm me levado a coisas erradas e então eu acabo deixando você conduzir o barco, por fim cê diz que a gente tá apenas se conhecendo. Temos que aprender a dar mais forma a esse "estamos nos conhecendo." Não estamos. Já sei o suficiente sobre você e você já sabe o bastante sobre mim. Eu sou só tua. Eu só penso em você e já me odeio por gostar tanto dessa história ao ponto de não conseguir omitir isso nem mesmo para as outras pessoas.

Eu acredito em você e nas coisas que me diz quando só estamos nós dois. Eu acredito que você quer, mas tem medo de se deixar envolver. Eu acredito que eu posso ser a mulher que você sempre quis. Eu sempre fui clara, sempre escancarei o que eu sinto e você sempre se fechou. Não te culpo por isso e nem quero te pressionar, mas amor, todo mundo já notou o nosso lance e botam fé pra que aconteça! O que falta pra você largar tudo e apostar na gente? Não falta amor, não falta carinho. Não falta cama bagunçada nem vontade de estar junto. Falta você aceitar que mesmo essa história desandando de vez em quando eu luto pra que seja como eu sempre sonhei.

Não espero o príncipe encantado, nem a carruagem. Não sou nenhuma princesa, mas se cê me tratar como uma e me fizer derreter ainda mais por você, eu te juro muito mais amor e um seja eterno enquanto durar. Topa me fazer feliz todos os dias e não só quando a saudades de mim falar mais alto!?

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.