Nova Perspectiva

24 de janeiro de 2016

E se a gente tentar de verdade?

Via reprodução
E se a gente tentar de novo? Se decidirmos nos jogar de cabeça sem medo de onde é que isso vai parar? E se a gente apostar todas as fichas um no outro sem nos preocuparmos se vamos sair com o saldo negativo? E se a gente tentar de verdade, sabe? Com mensagem de boa noite no final do dia, declarações no meio da tarde e fotos fofas nas redes sociais. Com cafuné na cabeça na hora de dormir, massagem nos pés e beijo de bom dia com café da manhã na cama na hora de levantar. E se a gente arriscar? Se saltarmos daqui de cima com as mãos dadas e os olhos fixados no do outro? E se sairmos dessa zona de conforto e tentarmos pra valer? O que você acha?

E se a gente for aos jogos do seu time e gritarmos até ficar roucos? Mesmo que eu não saiba qual é o nome de cada jogador, não importa, vai ser divertido se você também quiser. E se a gente, finalmente, marcar aquele jantar no meu restaurante preferido? Eu juro que você nem vai lembrar que o prato é vegetariano. E se depois dividirmos aquela sobremesa que todo mundo anda falando na internet? Ou a gente vai pra casa e fazemos um brigadeiro de panela enquanto assistimos a algum filme de comédia romântica na TV à cabo. E se a gente se permitir viver essa história? Mas viver intensamente sem se preocupar com o que vai ser depois? Com direito à apelidos fofinhos, ligações no meio da noite, passeios românticos e abraços no meio da rua. E se for a gente?

E se cantarmos em alto e bom som aquela canção do Marcelo Camelo e da Mallu Magalhães que fala sobre um amor parecido com o nosso? E se recitarmos Camões, lermos Gabito e escrevermos sobre nós dois? E se a gente se transformar em poesia e nos eternizarmos em palavras? E se a gente tentar? Se a gente fizer planos pro futuro, escolhermos os nomes dos filhos e combinarmos sobre a festa do casamento? Você prefere na praia ou no campo? Eu só quero que seja com você. E se a gente prometer de mindinho que vai se esforçar? E se a gente quiser se esforçar? Com aquelas surpresas durante o expediente, fotos na área de trabalho do computador e viagens sem programação aos finais de semana. Com o passe livre pra encher a paciência dos amigos de tanto falar um do outro.

E se você me ensinar a jogar vídeo game e eu te mostrar como é que se faz um bom café? E se nós formos juntos as festas de família? E se você conhecer meus pais e eu me tornar amiga do seu cachorro? E se assistirmos ao pôr-do-sol e nos beijarmos enquanto a chuva cai? E se o coração acelerar e não der vontade de parar nunca mais? E se a gente ficar conversando até o dia raia e nem perceber as horas passarem? E se a gente falar “eu te amo”? Assim, no meio de uma frase, durante o sexo ou enquanto dorme e sonha com o outro. E se a gente se perder no tempo e nessa brincadeira acabarmos nos achando um no outro? E se a gente se der outra chance? E se a gente agarrar essa chance? Com carinho, com cuidado, com zelo. Com beijo roubado, abraço apertado e muito açaí com leite condensado. 

E se der certo? E se for de verdade? Com verdade? Você fica comigo?

2 comentários:

  1. Incrível, o ditado de que sentimentos só podem ser sentidos e não descritos... Bom... Isso não funciona com você, sou sua fã,admiro você imensamente, sua autenticidade em por o coração no papel me emociona, muito obrigado, eu me sinto compreendida com suas palavras, é muito reconfortante.
    Parabéns por seu trabalho
    Um grande beijo de sua f�������

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    1. Que amor!!! Muito obrigada linda, de coração ♥

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.