Nova Perspectiva

2 de dezembro de 2015

Segunda chance ao amor

Via reprodução
Eu não estava esperando por mais ninguém quando você disparou a campainha de casa com a minha caixa de bombons preferidos embaixo do braço. Eu já tinha jurado algumas vezes pro tal do Santo Antônio que mandaria embora todo mundo que tentasse me invadir pra causar desordem, é que no fim a bagunça sempre sobrava pra mim e eu sempre ficava sozinha. Te mandei procurar outros braços algumas vezes, quis que você pulasse fora antes que eu me desse conta de que queria você aqui dentro e tentei fugir de todas as suas tentativas de invadir a minha armadura. Por algum motivo você sempre soube que eu ia muito além dela.

Eu não estava aberta pra ninguém quando você chegou pedindo um minuto pra provar que eu deveria te deixar entrar. E eu te dei, e acreditei, e você entrou e eu nunca mais me arrependi. Você teve coragem suficiente pra me fazer voltar a ter fé no amor, eu andava tão descentre e cê me fez me enxergar que a vida vai muito além de alguns hematomas que a gente carrega no peito. E eu, agora, te vejo deitado no meu colo rindo com o comercial na televisão e te agradeço em silêncio por não ter desistido de mim. Por ter pulado a janela e arrombado meus muros e não ter ido embora todas as vezes em que eu te pedi pra sair daqui.

Você me olha de canto tentando entender por que eu não paro de te encarar e eu sorrio quase que involuntariamente sem vergonha de esconder que é porque você me faz feliz. A vida as vezes machuca, manda mais pedras que flores e prega umas feridas bem no meio do nosso coração. A gente se embrutece depois de acreditar demais em quem não merecia nossa confiança e deixamos de acreditar que pode dar certo, mas te vendo ultrapassar a minha alma com esses olhos castanhos claro eu sinto que tudo tem uma explicação. Já doeu sim, já sangrou sim, mas você chegou e me curou e eu descobri que sempre dá pra apostar de novo no amor.

Nunca é tarde quando o sentimento é verdadeiro e nenhuma porta é suficiente pra impedi-lo de entrar, quando é de verdade ele pula o muro, salta a janela ou entra pela chaminé, mas dá um jeito. Você deu, graças a Deus. E isso fez toda a diferença. Passo as mãos pelo seu cabelo agradecendo da minha maneira por você ter ficado, cê retribui o carinho, se estica no sofá colocando os pés na minha manta novinha e se ajeita entre o sofá e as minhas pernas como se soubesse que a casa já é sua, e eu também.

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.