Nova Perspectiva

14 de outubro de 2015

Por lugares incríveis

Título: Por lugares incríveis
Autora: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 336
É o tipo de livro que tinha de vir com um aviso bem grande colado na capa: você vai chorar até não restar mais líquido dentro de você. Foi o que aconteceu. Não que eu seja exatamente o perfil de exemplar de uma pessoa forte pra leitura, de longe, sou uma dessas manteigas derretidas assumidas, mas Por lugares incríveis despertou em mim o que apenas outros três livros conseguiram (Um dia, O holocausto Brasileiro e O Extraordinário), nem A culpa é das estrelas, do meu querido João verde, foi capaz de mexer tanto comigo. Entrou pro Top 3, agora 4, de livros que eu precisei parar de ler pra respirar fundo, antes de voltar. A verdade é que Jennifer Niven queria tocar as pessoas e ela o fez de uma maneira leve, sem que percebêssemos antes da hora o que estava acontecendo. Fui pega de supetão por um amontado de sentimentos conflitantes pela história, eu chorava e ria e tinha vontade de prolongar o final passando a perna em mim mesma, embora meus olhos devorassem cada palavra.
Dois jovens prestes a escolher a morte despertam um no outro a vontade de viver. Foi essa frase, descrita na sinopse do livro, que me atraiu e fez com que eu trouxesse Por lugares incríveis pra casa. A história é mesclada pela visão dos dois personagens principais, Violet Markey, uma menina que tinha a vida perfeita, dessas que se enquadrava entre os adolescente populares, filha de pais zelosos e amigos festeiros, namorada do garoto mais bonito, inteligente e muito atraente. Mas ela vê tudo isso desmoronar quando sofre com sua irmã um acidente de carro e só ela sobrevive. Violet se sente culpada por não ter morrido também, com isso abandona sua vida e passa a levar os dias sem pretensões de que algo aconteça e mude tudo. O outro personagem é Theodore Finch, o cara esquisito, meio rebelde, perseguido pelos amigos de Violet e apelidado de "aberração". Finch, como é chamado ao longo do livro, sofre de depressão e precisa lidar com ela sozinho, filho de país divorciados, cujo a mãe sobrevive a uma traição e o pai é um homem violento. De um lado, ela conta os dias que as aulas acabem, estão no último ano e então poderá ir embora daquela cidade, do outro, ele busca por diferentes métodos de suicídio, sem conseguir levar nenhum adiante. É em uma dessas tentativas que eles se encontram. Ambos estão no alto da torre da escola, um de cada lado, e em uma cena improvável acabam de ajudando, daqui se cruzam, novamente, na aula de geografia, onde se unem para fazer um grande trabalho de geografia. É ao longo desse projeto que a história se desenrola, e a gente se apaixona.
Existem quatro tipos de livros: aqueles que a gente não consegue chegar ao final, aqueles que a gente termina, mas não quer ver nunca mais pela falta de qualidade (ou identificação), têm, ainda, os que a gente consegue ler e reler e reler de novo durante a vida toda e tem aqueles, cujo o Por lugares incríveis se encaixa, que são tão bons e cumprem tão bem o seu papel, que dói o estômago pensar em passar por aquelas linhas de novo e ser invadido, mais uma vez, por tantas sensações. Não tenho estrutura para reler este livro, mas tenho certeza de será uma das histórias que eu levarei pra sempre comigo.

10 comentários:

  1. Ai meu coração só de ler essa resenha!
    Olha, eu sou o tipo de pessoa que tem um choro muito difícil, com livro então são pouquíssimos, o do João Verde foi um deles naquela cena do balanço do quintal, iiiii
    Eu levaria esse livro pela capa, ou pela sinopse depois de já ter me encantado pela capa. Essas pecinhas me lembraram meu jardim de infância, adorava brincar com elas!
    Vou ter que botar esse livro na minha lista de desejos, Gabi!
    Um abraço!
    D'cifrando

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Menina, cê não vai se arrepender!!
      Eu também super me apaixonei pela capa, mas se prepara pra acabar destruída ahahaha
      Beijos

      Excluir
  2. Esse livro... Gabi você falou tudo, tive que parar pra respirar três vezes nas últimas páginas do livro antes de terminá-lo. É simplesmente perfeito, e com certeza também o levarei comigo pra sempre!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim Bru, me dá um aperto no coração só de lembrar </3

      Excluir
  3. Fiquei com muuuuuuita vontade de ler só pela resenha! Já quero comprar ♥
    www.blogdaisa.com

    ResponderExcluir
  4. Adoro livros que mexem com nossas estruturas, sou muito fraca pra esse tipo de leitura, choro mesmo mas adoro, hehe. E quanto a esse livro, fiquei com muita vontade de ler!

    Bolicho da Guria | Fan Page | Instagram

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu choro muuuuito ahahaha mas pra me fazer solução a história tem que ser MUITO tocante e, olha, esse é!!

      Excluir
  5. Eu adoro me envolver com livros, é olha que não sou a pessoa que mais ler nesse mundo viu. Mas se a história é boa me envolvo mesmo. Estou de olho faz tempo nesse livro, ainda quero le-lo, amei a resenha flor, beijos <3

    http://joicyrecco.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  6. Vou começar a ler mais tem tantos outros livros na frente.

    ResponderExcluir

"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.