Nova Perspectiva

2 de fevereiro de 2011

O fruto do pecado - Penultima parte.

Júlia estava agora com o Leonardo dentro de uma sala, a menina estava nervosa.
- Aquele desgraçado, ele não podia ter fugido.
- Mas fugiu, eu já esperava que algo desse errado.
- Não podia ter dado Léo, não podia!
- Porque você não desiste?
- Desistir? - A menina riu. - Depois de tudo isso? Não, eu não vou desistir, não vou mesmo!
- A escolha é tua, não sei se irão acha-lo, ele já deve estar bem longe.
Foram no total nove dias.
Nove dias angustiantes em que Júlia passou irritada e distribuindo patadas, então ele foi encontrado, estava no Rio de Janeiro tentando embarcar para fora do país. Logo foi levado de volta para a cidade onde todos o aguardavam.
Três importantes mudanças aconteceram na ausência de Paulo.
A cidade se envolveu no caso.
Os cidadãos estavam odiando Paulo.
Júlia passou a ser a mocinha.
O homem não foi bem recebido, escutou diversos xingamentos ao ser levado para o tribunal onde ouviu a sentença de cabeça baixa.
- Como juiz devo seguir a lei então decido por fim que o senhor Paulo deverá registrar a criança dando a ele o seu nome e arcar com as despesas, a pensão será do valor de novecentos reais e as visitas de quinze em quinze dias, mas esta parte vai ficar apenas no papel eu já sei. - O juiz parou para olhar a menina. - Mas eu quero saber se a senhorita quer mesmo isso. Quer este homem como pai do seu filho, quer o nome deste senhor no documento do bebe, se a senhorita quer isso de verdade.
Ninguém falou, ninguém cochichou, ninguém ousou ao menos respirar enquanto Júlia deixava as palavras do Juiz entrarem pela sua cabeça, era então a hora da decisão, do final e a menina não sabia o que fazer.
Duas opções.
Orgulho e razão.
A vontade e o correto.
A cabeça e o coração.
Uma alternativa.
Duas vidas em jogo.
Uma decisão difícil.
Um acerto.
A razão.
O correto.
A cabeça.
- Eu posso desistir de tudo agora?
Sim, todos pensaram a mesma coisa “Que menina louca.” Os cochichos se espalharam pela sala fria até que o martelo do juiz abafou os sons das vozes
Ela tinha um motivo para desistir.
Aquilo era uma razão para ela manter um contato com Paulo, o problema era que de fato ela havia o esquecido, não havia mais sentimento por ele, estava tudo morto. Menos o bebe.
Ele não merecia ter um pai como Paulo, era melhor ser tudo mantido em segredo ou praticamente em segredo.
Sem raiva ela conseguiu pensar, aquele dinheiro não seria bem vindo e para que ter o nome de Paulo na certidão do filho se ele jamais iria ver o pai?
- Se você quiser. - Falou o juiz.
- Então vamos esquecer tudo, meu filho não precisa dele porque ele já tem tudo que precisa.
A audiência foi encerrada.
Paulo foi para o Rio de Janeiro com a família dele.
Júlia ficou com a família dela.


Continua.
Sim está é a penulima parte, rs.

7 comentários:

  1. Nossa que reviravolta!

    Mas quer saber, eu gostei da decisão dela, esse dinheiro não ia trazer amor pra vida dessa criança.

    Melhor sem ele.

    Ah penultima? Vou sentir falta dessa fic.

    Linda noite pra ti flor!
    Bjs & abraços!

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  2. Suas histórias sempre são um máximo.
    Não perco a última!

    Passa lá no meu blog tem um selo pra vc!

    Beijos
    http://leticiabarcelos.blogspot.com/

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  3. Que esperando o grande final.
    linda demais sua história.
    beijos.

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  4. Noossa, final totalmente inesperado para mim. Ela mudou completamente de idéia e eu gostei. O dinheiro e o nome do pai realmente seriam uma forma de ele manter contato com ela o que não faria bem.

    Muuuito bom. Anciosa para a ultima parte!

    Beijócas =*

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  5. Andei sumida KAÇSKÇASKAS
    Então, boa decisão dela, não valia apena mesmo rs.
    Aguardando o final, espero não perder. Tô toda corrida ;x
    Bgs:*

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  6. Foi muito inesperado essa parte. Ela desistiu de tudo! Mas ela decidiu com o coração, então fez certo.
    Espero a última parte.
    ;*

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  7. Pensei que Leo ia se manisfestar e querer assumir o bebe.

    Bjs indo ler a última parte.

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.