Nova Perspectiva

25 de janeiro de 2011

O fruto do pecado - parte 8

Em segundos a garota agarrou os braços de Leonardo fazendo-o sair de cima do homem caído no chão, Esther - a mulher de Paulo – estava em desespero tentando controlar as duas crianças que choravam, Rita – a mãe de Júlia – ajudou a garota a afastar Paulo e Leonardo, ouve um silêncio quebrado apenas pelo choro interminável do garoto mais novo, logo a mãe os mandou subir para o quarto, o silêncio tomou por fim conta da sala bege do casal, havia suspense, medo e tensão no ambiente.
- Seu imbecil porque você bateu no meu marido?
A vontade de gritar com mulher estava expressa no rosto de Leonardo, Júlia olhava Paulo que tinha o olho esquerdo manchado de roxo e o lábio inferior ensanguentado, o garoto havia feito um pequeno estrago no rosto do homem. Rita ainda segurava um dos braços de Leonardo, Esther estava parada na frente de Paulo, e Júlia, pobre Júlia, estava no meio, no centro, entre os dois homens e as duas mulheres.
- Caralho, ninguém vai me dizer nada? - Insistiu a mulher alterada.
- Eu te explico querida. - Disse Paulo segurando a mão da mulher e tocando os lábios em sua face.
Um enjoou surpreendeu Júlia.
Uma pontada no peito fez uma lágrima nascer.
Uma gota tocou o tapete de camurça.
Pela primeira vez ela sentiu algo diferente dentro dela.
O bebe deu sinal de que realmente estava ali.
Por extinto a mão da garota tocou a barriga.
O vomito se juntou a lágrima caída.
A dor, o bebe, o vomito e a lágrima.
- Puta merda o meu tapete novo. - Falou a mulher soltando-se do marido, Esther andou até Júlia. - Você pode me falar o porque deste circo garota?
Ela estava frente a frente com todo os participantes daquela falsa historia, era a hora da verdade, não era?
- Acho que sim. - Falou a menina recuperando o fôlego.
- Não, ela não pode. - Falou Paulo caminhando até o lado de Esther. - Ela vai embora, essa puta já estragou demais a minha vida.
- Como assim? - A mulher olhou para o rosto pálido do marido. - Paulo?
- Eu estou grávida! - Disse Júlia controlando as outras lágrimas.
- E o que meu marido tem a ver com isso? - Esther não se dirigia mais a menina, olhava agora fixamente para Leonardo que era sua ultima esperança de manter-se fora de seu pior pesadelo.
- Pergunte a ele. - Respondeu o garoto caminhando até a amiga. - E eu posso quebrar-lhe mais a cara se for necessário para verdade sair. - Os braços do garoto passaram pelo corpo de Júlia deixando-a quase protegida.
- Ela me enganou. - Disse Paulo.
- Teu outro olho ainda está branco Paulo, podemos acabar com isto de duas maneiras e você dirá a verdade de qualquer uma.
- Olhe como fala comigo moleque, tenho idade para ser seu pai.
- E para ser o pai dela também. - Júlia se apertou aos braços de Leonardo. - Mas não é bem dela que você é o pai não é?!
- O que está insinuando com isto? - Perguntou Esther.
- Chega, chega com toda está palhaçada! - Rita se pôs entre a filha e o homem. - Você foi homem para transar com uma menina de dezenove anos, foi homem para trair sua mulher e sua família, foi homem para iludir uma garota que como você mesmo disse tem idade para ser sua filha, então será homem também para arcar com as consequências. Você vai assumir está criança e vai fazer tudo que a justiça mandar.
- Você está dizendo que... - Esther olhou para o marido e não controlou o acesso de raiva, deu-lhe vários tapas no meio da cara e aos gritos o xingou.
- Ela, ela me seduziu, essa vadia me fez fazer o que eu fiz.
Júlia largou a armadura de lado e se pôs a chorar, Leonardo igualou os olhos de Paulo, Esther continuou a gritar com o marido e Rita segurou a filha prestes a cair.
Leonardo estava novamente em cima do homem e desta vez ninguém os separou.
A cabeça de Júlia girava, havia muito medo dentro da garota.
Leonardo largou Paulo deixando-o caído no chão, sentou-se do lado do homem e encarou a amiga que chorava feito uma criança perdida, Esther observou por alguns instantes o rosto deformado do marido, Paulo se sentiu morto, não por fora, mas por dentro.
- Escuta aqui seu desgraçado. - Disse Rita. - Minha filha ainda é uma menina e você acabou com a vida dela e vem dizer que ela o seduziu? Chega de jogos porque eu não permitirei que você continue a brincar com ela.
- Ela me seduziu caralho! - Paulo tentou se levantar.
- Quem vai falar agora sou eu! - A menina soltou-se dos braços da mãe e limpou o rosto com lágrimas. - Sim, sim eu admito que dei em cima dele, no começo, mas não o seduzi, não fiz jogos e também não inventei mentiras. - Ela agora olhava para Esther. - Durante esses dois anos ele me disse que lhe pediria o divorcio, mas sempre algo acontecia, ou você entrava em mais uma dessas suas crises com bebidas ou seus filhos ficavam doentes. Juro que tentei por diversas vezes me afastar, mas ele sempre arrumava desculpas e dizia que me amava, ele sempre fingiu, e sempre fingiu muito bem que eu era mais do que diversão.
Ninguém falou mais nada, Esther caminhou até a varanda e sentou-se no chão com a cabeça entre as pernas começou a desesperadamente chorar, Leonardo levantou e caminhou até a garota passando novamente seus braços em volta do corpo da menina, Júlia deitou a cabeça no ombro do amigo e deixou as lágrimas escorrerem, Rita sentou no sofá marrom claro e colocou as mãos na cabeça pensando em toda aquela situação, Paulo continuou jogado sem forças para continuar com a discussão.

Continua.
Vou postar TODOS os selos e indica-los assim que o conto acabar, obrigada por eles ta?!
Esta parte ficou meio grande eu sei, logo termino o conto viu gente?! rs.
Obrigada pelo carinho e espero que vocês estejam gostando deste conto.

18 comentários:

  1. UAU! Essa parte foi babado, hein? E bem teeeensa! :D
    Coitada de Esther...e de Júlia também. Que situação, viu?
    Bem, adoray e quero mais ^^
    ;*

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  2. estou amando a história. E estou curiosa pra saber o final *-*

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  3. Tem um Selo pra você no meu Blog! Beijos :*

    http://liliannebrenes.blogspot.com/

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  4. Vou te ser franco, Gab. Eu ando sem tempo para ler suas postagens, tão quanto a de muitos blogs que admiro, devido ao meu projeto. Em breve lhe explico do que se trata como pedido de desculpas. Mas quando acabar lerei todas as partes desta sua história (li um trecho da primeira parte a alguns dias). Por hora, selo para você: http://sinphonialiteraria.blogspot.com/

    Cuide-se e beijos.

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  5. E essa poderia ser a historia da minha vida e dos meus. Tirando a parte em que me safei indigno porem intocavel, eu me senti em casa.. BEIJOS garota!

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  6. Gabi! Termina logo que estou super curiosa ;x
    Ah, oadorei o lay novo! ^^

    Beijócas =*

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  7. Como esse Paulo é sínico :@ Meu deus rs. Dá raiva dele, sério mesmo.Espero que a mulher dele se toque e não fique do lado dele né riri.
    Bgs Gabi :*

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  8. Ah flor termina não, eu ja me sinto intima desses personagens.

    Que vontade de estar na pele do Leonardo para dar aquele soco nesse Paulo, que cara mais sem escrúpulos.

    queero continuação..

    *
    *

    Sobre o meu cantinho, obg pelas visitas, fico feliz de encontrar textos que a fazem refletir.

    Bjss Gabi

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  9. Me senti no meio da briga aqui HAHA
    iiiiiiiiiiiiu ><
    Gostei gostei, e quero o final gabs! :)

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  10. Acompanhante fiel aqui. haha
    Estou adorando essa suuuper saga! *-*

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  11. uaal, adorei.
    você conta a história de uma forma tão perfeita que é como se estivessemos dentro dela.
    parabéns.

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  12. Adoro tuas histórias *-*
    Adoro vir aqui \ô
    Tem um selo pra você no meu blog, linda ;*
    http://umamor-demenina.blogspot.com/

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  13. Estou seguindo, to adorando a história, beijos.

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  14. meeu U.U to adorando a historia espero que não acabe huehauehuae

    Nhaa tudo bem, só me avise.

    beeijos

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  15. Gabs, tô adorando o conto.
    Ele fica cada vez mais interessante. *-*
    E amei o novo layout, ficou lindo!
    beijo grande ;*

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  16. Nossa essa parte foi de mais, que barraco xD.

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.