Nova Perspectiva

20 de janeiro de 2011

O fruto do pecado - parte 4.

Foi o som da campainha que fez Júlia despertar, a menina passou as mãos pelo rosto limpando-se das lágrimas secas e olhou no relógio, 4:30. - Droga, o Leonardo. - Com um rápido impulso levantou-se engolindo o vomito que lhe subiu pela garganta. As pressas desceu as escadas e abriu a porta de madeira da sala.
- Já que Maomé não vai até a montanha, a montanha vai á Maomé. - Falou Leonardo com o sorriso no rosto. - O que foi? Calma não chore.
O garoto não pensou duas vezes e logo enrolou seus braços em volta de sua amiga, não perguntou o motivo daquelas lágrimas apenas a deixou colocar tudo que estava preso para fora, durou um longo tempo até Júlia acalmar-se e soltar-se dos braços de Leonardo, o garoto continuou imóvel enquanto ela enxugava o rosto, um pouco mais calma ela pensou no que falar, em como lhe contar.
- Ótima maneira de receber meu melhor amigo. - Um sorriso imensamente falso brotou no rosto dela.
- Me sinto muito bem com você chorando ao me ver, não tenha dúvidas disso. - Ele sorria tentando acalmar o ar que circulava pela entrada da casa antiga.
- Bem, entra.
O garoto pôs as malas do lado de dentro e esperou que Júlia fechasse a porta, os dois se abraçaram porem desta vez sem lágrimas manchando a camiseta branca do rapaz. Ao se soltarem foram em direção do sofá, havia sorriso nos lábios dos dois.
Faziam nove meses que eles não se viam.
Muita coisa havia mudado neste período.
O garoto estava extremamente atraente.
A garota estava extremamente gravida.
- Como foi na faculdade?
- Passei fácil é claro! - Ele riu. - E você ainda não decidiu o que fazer?
- Vou ter que adiar um pouco mais!

- Mais? Porque?
- Uma longa historia.
- Temos tempo pode contar.
- Depois de saber como o meu futuro advogado está.
- Agora confuso, o que você aprontou Júlia?
Foi neste instante que a porta de madeira tremeu, alguém mexia na maçaneta, os dois olharam assustados para porta, a figura loira logo foi reconhecida pelos olhos dos dois jovens na sala, era a mãe de Júlia.
- Léo, como você cresceu garoto! - O sorriso no rosto da mulher não escondia a satisfação de vê-los juntos. - Preciso trocar a fechadura ela está uma porcaria.
- Amanhã eu chamo o cara para arrumar. - Falou Júlia controlando mais uma vez o vomito que lhe subia do estômago.
- Como você está...tia? - Era quase inevitável não chama-lá assim, foi o que pensou o garoto.
- Bem, e a faculdade?
- Ótima! Passei e vou para o segundo ano agora.
- A Júlia devia seguir o seu exemplo.
- É o que eu digo sempre...
As risadas sinceras abafaram o clima pesado que estava no ambiente deixando assim a sala mais leve, como era na infância daqueles dois – agora – adultos.
Enquanto a mãe da menina caminhava para cozinha levando as sacolas que trazia nas mãos Leonardo fitou Júlia que ainda tinha no rosto a sombra da expressão tensa que lhe cercava a face minutos atrás.
- Vai me contar ou não?
- Mais tarde, prometo.
- Crianças me ajudem a guardar as comprar por favor?
Os dois caminharam até a cozinha.
O coração da menina estava acelerado.
Havia medo em cada pedaço de seu corpo.
E do pequeno corpo que havia dentro dela também.

Continua.

23 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Ah ficou lindo o seu cantinho, mais ainda ne?
    Flor me viciei na sua historia.. queeeero mais rs,s

    Bjs e tenha um ótimo dia!! :)

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  3. aqui é tudo muito lindo,parabéns pelo texto.
    http://garotasnasruas.blogspot.com/

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  4. Imagino como ela está meesmo nervosa. Ter que contar isso não vai ser nadinha fácil :x Dá até uma certa agonia de ler rs.
    Bgs :*

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  5. Lindo o blog amei *---* visita o meu

    www.alt-3.blogspot.com

    segue tbm ? beijos

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  6. Nossa, eu amei !
    Parabéns pelo blog.

    visita o meu ?
    http://blackbluedot.blogspot.com/

    Te espero lá.
    estou te seguindo

    um beijo.

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  7. simplismente maravilhoso *--*

    vc aceita uma parceria ?

    beeijos

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  8. simplismente maravilhoso *--*

    vc aceita uma parceria ?

    beeijos

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  9. Ai será que o Leo vai gostar?

    Flor a letra está tão clara,não tem como você escurecer um pouco?

    Bjs e bom fds.

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  10. "- Ótima maneira de receber meu melhor amigo." rs :)

    Que fofura, eles vão ficar juntos, não vão? Diz que vão.... vai ... *-*

    haha, boa noite.

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  11. UAHSUAHSUAHSUHAUSHUAH' veremos. Vou escurecer flor.

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  12. Aqueles jovens adultos - ainda chamados de meninos - principalmente pelo clima de regressão à "plenitude" infantil, possibilitado por aquele reencontro, traziam agora uma ambiguidade que maculava a harmonia do estágio anterior. Um segredo, uma gravidez, uma indecisão em confidenciá-lo, uma barreira - não sem ter sido por escolha - para ingressar no ideal que seu cúmplice - mesmo que ainda não soubesse - Já havia alcançado. Seja me advogado - Foi a demanda da "menina", para que seu amigo intercedesse por ela. Mas, mais além dessa rasa demanda, havia o pedido de amparo àquela figura íntima e amiga. 9 meses era o tempo que os separava. 9 meses, o tempo de um gestação. Beijo grande!

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  13. ah, história tensa neh
    a menina tinha +- qtos anos ?
    é bom vc falar na próxima postagem, rs
    adorei teu blog, bjinhos


    http://diariodagarotadevariasfaces.blogspot.com/
    sigo quem me segue e retribuo comentários

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  14. A idade dela está escrita logo no começo da postagem...A historia já está na quarta parte flor.

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  15. Adoro vir aqui,rs
    http://garotasnasruas.blogspot.com/ passa lá?

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  16. owm adoreeei, vou ler as outras partes agora, continua que estou a espera, quando postar me avisa la no meu blog?
    bejoos

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  17. Tem um selinho para vc no meu blog ^^

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  18. Gabriela; não sei o que dizer... acho que vc já sabe o quanto acerta no texto. Li essa parte 4 e voltei pra ler as enteriores antes de vir comentar. Parabéns! é um elogio repetido imagino, mas é honesto tá?
    Cada desfecho de cada capítulo fecha bem com uma chamada embutida pro próximo.

    Abração!

    http://atmosphera2hq.blogspot.com/

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  19. vixe acho q ela está extremamente assustada o que é normal,, esperando o proximo capitulo

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"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar." — Antoine de Saint-Exupéry — Cative-me.